Introdução

A economia brasileira teve em 2010 um de seus melhores desempenhos nas últimas quatro décadas. Foi uma saída rápida de um cenário de recessão internacional e incertezas, graças, sobretudo, às medidas adotadas pelo governo para ampliar o crédito e estimular a demanda. 


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Esse resultado pode ser atribuído também às mudanças estratégicas empreendidas pelas empresas, que souberam fazer correções de rumo em sua atuação, sem comprometer os investimentos de longo prazo.

É um cenário que se reflete em otimismo recorde no setor privado com as perspectivas de negócios para o ano de 2011. Captado pela sétima edição da nossa pesquisa, o bom humor dos líderes empresariais brasileiros é acompanhado por um grau de confiança surpreendente dos CEOs internacionais nas chances de recuperação da economia global nos próximos três anos.

A capacidade de entender e responder às mudanças estruturais na economia mundial, exibindo forte disciplina de custos durante a recessão, buscando novas alternativas de expansão dos negócios e aperfeiçoando os mecanismos de gestão de riscos, está por trás dessa confiança dos líderes globais no crescimento de suas receitas para os próximos três anos.

Os executivos brasileiros, cientes de que a economia do país requer novos ajustes para se manter nos trilhos do crescimento, demonstram menos confiança nas perspectivas de negócios de longo prazo.
Juros altos, real sobrevalorizado, déficit fiscal em alta são fatores que desestimulam o setor produtivo. Como parte da solução para esses problemas, o corte anunciado pelo governo de R$ 50 bilhões do orçamento em fevereiro aponta para uma possível redução no até então acelerado ritmo de crescimento da economia.

Neste relatório, porém, as empresas se mostram atentas a essas ameaças. Elas afirmam que estão considerando em seu planejamento os efeitos da resposta do governo ao déficit fiscal e ao peso da dívida em seu planejamento. Mencionada por 58% dos entrevistados, essa é uma das três principais preocupações dos líderes empresariais brasileiros em relação ao futuro.

A pesquisa também revela em que áreas de negócios os CEOs enxergam perspectivas de crescimento em 2011, como eles esperam alcançá-lo, e o grau de importância cada vez maior que os mercados emergentes assumem na estratégia das empresas globais. Para atingir suas metas, os líderes pretendem investir em inovação, superar o desafio de escassez de mão de obra qualificada e se comprometem a colaborar mais com os governos em áreas consideradas críticas para o aumento de sua competitividade.