As preocupações dos CEOs variam por região

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Bob Moritz, Global Chairman da PwC sobre os resultados da pesquisa de 2018. Duração 2:06

“Os CEOs parecem cada vez mais preocupados com as ameaças sociais mais amplas do que com ameaças diretas aos negócios”.

Bob Moritz, Global Chairman, PwC EUA

Embora bastante otimistas em relação à economia do planeta, os CEOs globais estão cada vez mais preocupados com as ameaças às perspectivas de crescimento de suas organizações. Os níveis de “preocupação extrema” aumentaram para quase todas as principais ameaças que medimos. Uma exceção interessante é o excesso de regulamentação, que permaneceu estável, e se manteve no topo das “preocupações extremas” em âmbito global desde que começamos a fazer a pergunta sobre esse tema, em 2008.

Agora, no entanto, outras questões estão ganhando destaque, como o terrorismo – que passou do 12º para o 2º lugar geral – e a incerteza geopolítica, que é uma das cinco principais ameaças em todas as regiões, exceto a Ásia-Pacífico, onde ocupa o sexto lugar. Enquanto isso, a “volatilidade cambial”, que ocupava o 3º lugar global no ano passado, caiu para a 10ª posição este ano.

Cada região ou país relata uma combinação diferente de ameaças como as mais relevantes. No Brasil, destacam-se problemas tradicionais, como a infraestrutura inadequada e o aumento da carga tributária, ao lado de um tema que foi incluído na pesquisa deste ano e já assumiu a segunda colocação na lista de preocupações extremas: o populismo. O desemprego e os escândalos éticos também aparecem em mais destaque entre as preocupações relatados pelos brasileiros do que entre os globais.
 

Populismo no radar de preocupação dos brasileiros

P: Qual seu nível de preocupação com as seguintes ameaças ao crescimento da sua organização? Participantes que responderam “Extremamente preocupado”.

 

Globalmente, apesar do Brexit, os CEOs não estão excessivamente preocupados com o “futuro da zona do euro”: menos de um em cada cinco CEOs classificam essa questão como uma “preocupação extrema”. Isso acontece mesmo na Europa Ocidental, que, na verdade, registrou a maior redução na preocupação com essa ameaça.

Os CEOs também não demonstram temor extremo em relação a assuntos como “investidores ativistas”, “custo crescente das pensões e dos benefícios para empregados", “acesso a capital de baixo custo”, “volatilidade dos custos da energia” ou “preparo para responder a crises”.

No entanto, quando consideramos os CEOs que relatam qualquer nível de preocupação em relação aos temas apresentados, percebemos uma ansiedade geral em relação a assuntos que envolvem a tecnologia (como ameaças cibernéticas, velocidade das mudanças tecnológicas e disponibilidade de talentos-chave).

“Incerteza geopolítica”, “excesso de regulamentação” e “aumento da carga tributária” aparecem na lista de 10 principais ameaças de todas as sete regiões. “Disponibilidade de talentos-chave" e “velocidade da mudança tecnológica” não aparecem para a América Latina e a África, respectivamente. Talvez a descoberta mais preocupante seja a escalada do terrorismo no ranking: ele foi uma das cinco principais “preocupações extremas” em todas as regiões, com exceção da África.

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Fábio  Cajazeira

Fábio Cajazeira

Sócio, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 2000