Prosperidade global x local: vivendo em um mundo fragmentado

Ecoando o tema do Fórum Econômico Mundial deste ano (“Criando um futuro compartilhado em um mundo fraturado”), os CEOs abordaram também como as empresas estão avançando em um contexto cada vez mais fragmentado. Pedimos que eles avaliassem pontos de vista contrários sobre temas de ordem política, econômica e comercial e opinassem sobre qual direção o mundo está tomando em relação a eles.

 

Vivemos em um mundo fragmentado

Ecoando o tema do Fórum Econômico Mundial deste ano (“Criando um futuro compartilhado em um mundo fraturado”), os CEOs abordaram também como as empresas estão avançando em um contexto cada vez mais fragmentado. Pedimos que eles avaliassem pontos de vista contrários sobre temas de ordem política, econômica e comercial e opinassem sobre qual direção o mundo está tomando em relação a eles.

Ecoando o tema do Fórum Econômico Mundial deste ano (“Criando um futuro compartilhado em um mundo fraturado”), os CEOs abordaram também como as empresas estão avançando em um contexto cada vez mais fragmentado. Pedimos que eles avaliassem pontos de vista contrários sobre temas de ordem política, econômica e comercial e opinassem sobre qual direção o mundo está tomando em relação a eles.


Os resultados mostram que todas as regiões estão se afastando do conceito de um mercado global único e integrado, pelo menos em termos físicos e geopolíticos. O ciberespaço e o ambiente corporativo são as duas esferas em que o mundo ainda está se movendo em direção a um modelo global abrangente – muitas empresas, especialmente no setor de tecnologia, superam países inteiros em termos de capitalização de mercado, e CEOs acreditam que essa tendência continuará.

Mas a maioria dos CEOs vê o mundo avançando na direção oposta, rumo a vários sistemas de crenças e regras de direito, blocos comerciais regionais e concorrência fiscal crescente, além de prever também o recrudescimento do nacionalismo e a convivência de vários modelos econômicos. Após o Brexit, a retirada dos EUA de acordos comerciais e do acordo climático de Paris e o aumento dos riscos para a unidade do Conselho de Cooperação do Golfo, esses dados são impactantes, mas não surpreendentes.

Ainda há dúvidas se estamos indo para um período de crescimento generalizado que beneficia grandes contingentes de pessoas ou de crescimento concentrado em benefício de poucos. Os CEOs globais estão bastante divididos sobre essa questão. A maioria dos líderes brasileiros vê o crescimento global se concentrando para beneficiar poucos. Esse é o caso também dos CEOs do Oriente Médio, da África e da Europa Central e Oriental. Os líderes dos países emergentes de forma geral e da região Ásia-Pacífico têm visão contrária.

Benefício para muitos ou poucos?

P: Considerando as seguintes visões opostas sobre tendências políticas, econômicas e comerciais, selecione aquela que corresponde mais ao rumo que o mundo está tomando.

 

Como muitos políticos e decisores nas principais potências econômicas do planeta estão mais concentrados nas questões internas, o modelo de inovação global adotado pelas principais multinacionais – baseado no livre fluxo de informações, dinheiro e talentos através das fronteiras – está em risco. Nosso estudo Global Innovation 1000, realizado em 2017, revelou que 52% dos participantes acreditam que o nacionalismo econômico terá um impacto moderado a alto nos esforços de P&D de suas empresas, substituindo a rede integrada e interdependente atual por nós isolados de P&D.

Mas há uma área em que o aumento da fragmentação é bem-vindo: na forma como medimos a prosperidade em todo o mundo. CEOs de todas as regiões e países reconhecem que o mundo está deixando de “medir a prosperidade principalmente com base em métricas financeiras (por exemplo, no PIB)” para medi-la segundo “métricas multifacetadas (como índices de qualidade de vida)”. Esse resultado aparece especialmente na América Latina. Na América do Norte, cerca de 40% dos CEOs apostam nas métricas financeiras tradicionais. Ainda assim, 57% concordam que o mundo está avançando para a adoção de métricas multifacetadas. Definir essas métricas e capturar os dados para medi-las com precisão será uma questão prioritária agenda nos próximos anos.

Como medir a prosperidade

Contatos

Fábio  Cajazeira

Fábio Cajazeira

Sócio, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 2000