Os desafios de gerenciar ameaças cibernéticas geopolíticas

Como as empresas podem abordar de forma proativa os riscos de segurança cibernética associados às crescentes turbulências políticas

Em um mundo cada vez mais conectado digitalmente – ainda que ideologicamente fragmentado – as turbulências geopolíticas podem se propagar em tempo real pela internet, preocupando tanto as empresas globais quanto os investidores. Essa interconectividade coloca infraestruturas essenciais em risco de ataques cibernéticos cometidos por estados nacionais, hackers política ou ideologicamente motivados e organizações terroristas.

“Ameaças e riscos geopolíticos são extremamente importantes nos dias atuais e continuarão sendo nos próximos anos em nossa opinião”, afirma Edgar D'Andrea, líder global de Consultoria em Cibersegurança e Privacidade da PwC. “Empresas inteligentes devem estar cientes dessas ameaças ao tomarem decisões sobre como minimizar riscos de segurança cibernética ou ao aceitarem os riscos de fazer negócios em determinadas partes do mundo. Empresas responsáveis estão se dedicando a estudar essa questão e desenvolvendo programas adequados para enfrentar as ameaças bastante reais dos nossos dias”.

 

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Aumento das ameaças e incidentes

Os líderes empresariais têm uma boa razão para se preocupar. Os ataques cibernéticos patrocinados por nações mais do que dobraram nos últimos três anos, enquanto os incidentes promovidos por ativistas e hackers aumentaram 83%, de acordo com a nossa Pesquisa Global de Segurança da Informação 2017. Embora menos dominantes, os incidentes de segurança atribuídos a terroristas cresceram 24 % nos últimos três anos.

Gerenciar essa matriz de ameaças é uma tarefa extremamente complicada, uma vez que os ataques cibernéticos têm uma natureza muitas vezes intangível e que a turbulência política pode ser difícil de prever.

 

“Ameaças e riscos geopolíticos são extremamente importantes nos dias atuais e continuarão sendo nos próximos anos em nossa opinião”, afirma Edgar D'Andrea, líder de Consultoria em Cibersegurança e Privacidade da PwC Brasil. “Empresas inteligentes devem estar cientes dessas ameaças ao tomarem decisões sobre como minimizar riscos de segurança cibernética ou ao aceitarem os riscos de fazer negócios em determinadas partes do mundo. Empresas responsáveis estão se dedicando a estudar essa questão e desenvolvendo programas adequados para enfrentar as ameaças bastante reais dos nossos dias”.

Edgar D'Andrea - Sócio, PwC Brasil

A importância de adotar os processos corretos

Eventos geopolíticos são difíceis, se não impossíveis, de prever, sobretudo em regiões e governos turbulentos. Isso ressalta a necessidade que as empresas têm de desenvolver resiliência, a capacidade de se recuperar de eventos como ataques cibernéticos.

Organizações resilientes alinham o gerenciamento de riscos ao planejamento estratégico, estabelecem claramente processos de segurança automatizados para tecnologia da informação e usam analytics para prever e responder rapidamente a ataques. Elas também desenvolvem táticas de continuidade de negócios, planejamento de sucessão, alinhamento estratégico e análise de dados. Além disso, os líderes empresariais devem identificar ameaças geopolíticas conhecidas e tratá-las como riscos em toda a empresa, como fazem com questões mais tangíveis, como a instabilidade financeira.

Contatos

Edgar D'Andrea

Sócio, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 3826

Eduardo Batista

Sócio, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 3843

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