Prepare sua equipe de segurança para o futuro

Procuram-se 3,5 milhões de pessoas para empregos de cibersegurança em 2021

Quase dois terços (60%) dos executivos brasileiros e mais da metade (51%) dos globais ouvidos em nossa pesquisa afirmam que planejam aumentar o pessoal de segurança cibernética em tempo integral no próximo ano. Ao todo, 25% no Brasil e 22% no mundo aumentarão seu quadro de empregados em 5% ou mais.

As principais funções que eles desejam preencher: soluções em nuvem, inteligência de segurança, análise de dados e análise financeira e de riscos. Segurança em nuvem e análise de segurança estão entre as habilidades mais escassas de acordo com uma pesquisa conjunta do Enterprise Strategy Group (ESG) e da Information Systems Security Association (ISSA).

Os gerentes de contratação enfrentam forte concorrência no mercado de trabalho cibernético. Os estudos mais recentes indicam que, somente nos EUA, a quantidade de candidatos disponíveis é 50% menor que a necessária no setor cibernético. Globalmente, cerca de 3,5 milhões de empregos de segurança cibernética não serão preenchidos em 2021.

Maioria das empresas está expandindo suas equipes de segurança cibernética

Fonte: PwC, Global Digital Trust Insights 2021, outubro/2020. Base: 3.249 (Global)/ 109 (Brasil)
P: Como o número de funcionários da sua equipe de segurança cibernética mudará nos próximos 12 meses?

Contrate com foco nas competências do século 21: habilidades digitais, sociais e visão de negócios

Nas novas contratações, grande parte dos executivos buscam habilidades de comunicação (61% no Brasil; 43% no mundo), criatividade (61% no Brasil; 42% no mundo), habilidades analíticas (59% no Brasil; 47% no mundo) e pensamento crítico (53% no Brasil; 42% no mundo). Moldar o futuro da cibersegurança – de forma alinhada com o negócio – significa contratar pessoas que estejam prontas para trabalhar em colaboração com outras para resolver problemas novos, ainda não descobertos, e para analisar informações.

Essas qualidades demandadas correspondem ao papel expandido do CISO, visto não apenas como um líder de tecnologia, mas alguém que trabalha com a alta administração e a área de negócios para agregar valor de modo global.

“Funciona bem com os outros” é uma característica cada vez mais importante para avançar na área cibernética. Os CISOs costumavam procurar a pessoa que mais soubesse sobre como configurar um firewall ou gerenciamento de identidade e acesso, por exemplo. Não mais. Eles perceberam que essas habilidades poderiam ser ensinadas muito mais facilmente do que as habilidades executivas. Boa comunicação, bom pensamento analítico e a capacidade de sair do processo e imaginar maneiras novas e melhores de fazê-lo – essas habilidades pessoais são mais difíceis de ensinar.

Para atrair essa nova geração de profissionais de segurança cibernética, as organizações consideram como eficazes os seguintes aspectos: flexibilidade, remuneração e treinamento, além de “ambiente de trabalho, tecnologia e projetos de ponta”. Apoio financeiro para estudar também tem uma alta classificação entre os empregados dos setores de Tecnologia, Mídia e telecomunicações.

Os novos contratados precisam ter habilidades digitais, entendimento dos fatores de negócios e competências sociais

Fonte: PwC, Global Digital Trust Insights 2021, outubro/2020. Base: 3.249 (Global)/ 109 (Brasil)
P: Quais das seguintes habilidades você está procurando em suas novas contratações nos próximos 12 meses?

Contratar internamente: upskilling 2.0

As empresas que estão sendo afetadas pela lacuna de competências de segurança cibernética podem encontrar muitos talentos em seus próprios quadros. As organizações estão contratando internamente, oferecendo qualificação para aumentar as habilidades dos empregados atuais nas mesmas áreas-chave em que estão contratando: habilidades digitais, sociais e visão de negócios.

As organizações devem confrontar crenças antigas sobre treinamento e desenhar seus programas para ter foco nas pessoas, no negócio e em resultados. Essa abordagem, que chamamos de upskilling 2.0, usa técnicas como gamificação para aumentar a participação; melhora a eficácia e o recall ao fazer com que os alunos apliquem seus conhecimentos recém-adquiridos em desafios que enfrentam no trabalho; e recompensa o progresso feito para alcançar resultados de negócios tangíveis.

Os executivos dão um bom exemplo: 91% dos líderes brasileiros de tecnologia/segurança (72% dos globais) relatam gastar três ou mais horas por semana em aprendizado relacionado ao trabalho, e metade (36% no mundo) dedica mais de sete horas por semana para aprender. Fazer cursos para obter certificação e aulas on-line são as principais maneiras pelas quais os executivos dizem acompanhar a rápida evolução nas áreas de tecnologia e cibernética, depois do networking com colegas em todo o país.

Fonte: PwC, Global Digital Trust Insights 2021, outubro/2020. Base: 3.249 (Global)/ 109 (Brasil)
P: Quanto tempo você dedica pessoalmente a aprender algo novo no campo da tecnologia que melhore a forma de você fazer seu trabalho?

 

Acesse talentos por meio de modelos de serviços gerenciados

Algumas organizações talvez não tenham recursos para competir por talentos cibernéticos em um mercado difícil. Nesses casos, usar um modelo confiável de serviços gerenciados de segurança pode dar acesso a uma força de trabalho diversificada, prontamente disponível e altamente qualificada. Os melhores provedores de serviços gerenciados investem continuamente em contratação, certificação e qualificação. Eles também podem ter programas de aprendizagem que proporcionem a seus empregados experiências variadas em diferentes setores.

As plataformas de serviços gerenciados – redes, nuvem, dados, ferramentas analíticas, visualização, aprendizado de máquina – estão em constante evolução. Ao migrar para um modelo de serviços gerenciados, uma organização pode evitar não apenas os custos de investimento em tecnologia, mas também os riscos que a tecnologia legada representa, incluindo a necessidade de atualizações constantes.

Mais de 90% dos executivos usa ou planeja usar serviços gerenciados. Do total, 28% dos brasileiros e 18% dos globais dizem que já estão percebendo os benefícios dos serviços gerenciados, enquanto pouco menos de 30% estão começando a usá-los e 12% (18% no mundo) planejam fazer isso nos próximos dois anos.

 

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Sócio, PwC Brasil

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