Insurance Banana Skins 2019

Quais riscos mais preocupam as seguradoras?

Entrevistamos 927 profissionais, reguladores e analistas da indústria de seguros em 53 territórios para saber qual a visão deles sobre as principais ameaças do setor e que prioridade eles estão dando a essas questões.

O tom geral das respostas deste ano foi mais negativo do que o do levantamento anterior, feito em 2017. Esse pessimismo se deve em grande parte ao aumento dos riscos operacionais, especialmente devido ao impacto dos avanços tecnológicos e aos riscos políticos e regulatórios, que podem impor restrições à indústria.

Insurance Banana Skins é uma pesquisa realizada pela PwC em conjunto com o Centre for the Study of Financial Innovation (CSFI) – um órgão de pesquisa independente – para levantar os riscos enfrentados pelas seguradoras e apontar tendências.

 

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Principais riscos

  •  A necessidade urgente de modernização do negócio e da tecnologia representa a maior ameaça para a indústria global de seguros nos próximos dois a três anos.
  • Este é o primeiro ano em que o risco tecnológico aparece no topo do nosso ranking.
  • É um tema que impacta outros riscos importantes, como o cibernético, o de gestão da mudança e o da concorrência.

  • A ameaça representada pelo cibercrime por pouco não alcança o primeiro lugar em nosso ranking pela segunda pesquisa consecutiva.
  • Preocupações relatadas em pesquisas anteriores se intensificaram.

  • Ultrapassado pela tecnologia como principal risco.
  • O risco de que respostas inadequadas à mudança causem danos às seguradoras continua em alta.

 

  • A agenda pesada e permanente de mudanças regulatórias está empurrando o risco regulatório para o topo do ranking.
  • Os entrevistados expressaram frustração com o custo da conformidade e a distração que ela causa e alertaram para os efeitos negativos que exigências desproporcionais podem ter em áreas como capital, proteção ao consumidor e disponibilidade de produtos.

  • A preocupação com esse aspecto continua grande, embora a pontuação de risco tenha caído ligeiramente porque as seguradoras estão tomando medidas de mitigação.
  • Muitos entrevistados afirmaram que a receita de investimentos é um fator determinante para os lucros, embora os baixos retornos dos últimos anos tenham forçado as seguradoras a ganhar mais com atividades de subscrição.

Principais mudanças desde 2017

A pesquisa deste ano apresentou mudanças marcantes no ranking de alguns riscos.

Subiram no ranking

  • Regulamentação (subiu duas posições) – Uma agenda regulatória pesada, incluindo IFRS 17 e proteção do consumidor, aumenta os riscos de conformidade e os custos de implementação.
  • Reputação (subiu quatro posições) – Segurança de dados, política populista e “relevância social em declínio” são fatores que poderiam prejudicar o setor.
  • Mudanças climáticas (nova entrada, em sexto lugar) – Uma onda de catástrofes naturais aumentou o impacto deste risco e está minando os modelos de preço de seguro.

Desceram no ranking

  • Taxas de juros (caiu seis posições) – O setor aprendeu a conviver com taxas de juros baixas.
  • Produtos com retorno garantido (caiu quatro posições) – Produtos que oferecem retornos garantidos estão dando menos problemas.
  • Mudança social (caiu duas posições) – A indústria está se preparando para o desafio de atender às demandas sociais criadas pela maior longevidade, pelo crescimento das necessidades médicas e de assistência, entre outras.

 

Contatos

Carlos Matta

Sócio e líder de Seguros, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 3780

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