Pesquisa Global de Empresas Familiares 2021

2020 foi um ano difícil para todos ao redor do mundo. Nas empresas familiares, a saúde e a segurança das pessoas foram prioridade, enquanto seus líderes reconfiguravam as operações para combater a retração da economia e a incerteza sobre o futuro. Mesmo nesse cenário, nossa Pesquisa Global de Empresas Familiares mostra que o otimismo dessas organizações em relação ao crescimento em 2021 e 2022 permaneceu alto, especialmente no Brasil.

Para esta nova edição do nosso estudo, ouvimos 2.801 tomadores de decisão de empresas familiares em 87 territórios, 282 deles no Brasil, entre 5 de outubro e 11 de dezembro de 2020.

Explore os dados

 

Desempenho da organização

As empresas familiares brasileiras tiveram desempenho forte no último ano financeiro (antes da pandemia de Covid-19) e melhor do que a média global: 63% registraram crescimento e apenas 13% tiveram redução nas vendas em 2019. No mundo, 55% das empresas familiares cresceram, enquanto 19% encolheram em 2019.

Ao todo, 28% das organizações brasileiras esperam que a Covid-19 leve a uma redução nas vendas, resultado muito melhor que o global (46%).

As metas de crescimento no Brasil também são ambiciosas para os próximos anos: 78% das empresas esperam crescimento em 2021 (mais que os 65% globais) e 85% em 2022 (86% no mundo).

Crescimento no último ano financeiro (pré-Covid-19)

Em resposta à Covid-19, as empresas familiares brasileiras deram mais apoio a funcionários, fornecedores e comunidade local do que a média global, mas uma parcela menor diz ter feito algum sacrifício financeiro (talvez por terem sido menos afetadas pela crise).

Foco em proteger o core business ou sobreviver

As prioridades das empresas familiares brasileiras nos próximos dois anos são a expansão para novos mercados/segmentos de clientes, o aumento do uso de novas tecnologias, a melhoria das competências digitais e o lançamento de novos produtos/serviços.

Prioridades nos próximos dois anos
Brasil X Global (%)

Sustentabilidade – lacuna entre compromissos e ações

As questões relacionadas à sustentabilidade têm menos prioridade para as empresas familiares brasileiras e globais. No Brasil, 47% acreditam ter a responsabilidade de combater as mudanças climáticas e suas consequências (50% no mundo). No entanto, apenas 44% afirmam que a sustentabilidade está no centro de tudo o que fazem (em comparação com 49% no mundo) e 39% têm uma estratégia de sustentabilidade desenvolvida e comunicada (37% no mundo).

Progresso lento na transformação digital

Somente 28% das empresas familiares brasileiras acreditam ter fortes recursos digitais e 32% afirmam que eles não são prioridade, em comparação com a média global de 38% e 29%, respectivamente.

Há sinais claros de que ter fortes recursos digitais confere agilidade e sucesso: 71% das empresas brasileiras com fortes recursos digitais tiveram crescimento pré-Covid, em comparação com 60%para as empresas que não têm recursos digitais.

Adaptabilidade e agilidade

A maioria das empresas familiares brasileiras está segura quanto à clareza dos papéis e à força da liderança dentro da empresa. Grande parte delas sente também que aceita as mudanças: apenas 36% afirmam haver uma forte resistência à mudança na organização, percentual acima da média global de 29%.

Os níveis de confiança, transparência e comunicação, são bastante elevados entre as empresas familiares brasileiras. 51%, porém, afirmam que há alinhamento da família sobre a direção da empresa.

Como ocorre com os recursos digitais, observamos uma correlação clara nas empresas brasileiras entre a documentação dos valores da família por escrito e o sucesso e outros atributos positivos (incluindo boa comunicação, alinhamento familiar e transparência): 65% das empresas brasileiras com valores por escrito tiveram crescimento pré-Covid (61% entre as outras) e 54% esperam crescimento pós-impacto da Covid-19 (47% no outro grupo).

Contatos

Carlos  Mendonça

Carlos Mendonça

Sócio e líder em Empresas Familiares, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 2000

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