O que os robôs podem fazer na operação fiscal?

Giancarlo Chiapinotto*

A RPA, sigla em inglês para Robotic Process Automation, tem gerado impactos significativos, principalmente no nível de competitividade das organizações. A automação de processos por software de robótica contribui diretamente para a redução dos custos operacionais e ainda permite um maior aproveitamento das atividades, gerando valor e satisfação para clientes e empregados.

Essa melhora é sentida também nas atividades repetitivas e com grande volume de dados, já que esse tipo de automação torna os processos mais estáveis e as tomadas de decisões baseadas em regras predefinidas, garantindo o compliance dos processos. Na prática, os robôs podem ser configurados para simular as mesmas ações executadas por seres humanos na utilização de sistemas, tais como abrir arquivos, coletar informações e digitar informações específicas, servindo também para enviar e-mail, fazer downloads, acessar websites e extrair relatórios dos bancos de dados. Uma grande vantagem da RPA é sua interface, que não requer integrações muito complexas, podendo ser adotada em poucos dias ou semanas com baixo custo de implementação e alto retorno sobre o investimento.

O uso de robôs na operação fiscal também permite que a empresa tenha visibilidade e rastreabilidade dos acessos e modificações realizadas pelo RPA de maneira integral, revelando todo o caminho que foi percorrido e as atividades executadas em um determinado processo. Com isso, é possível liberar o tempo da força de trabalho humana para o exercício de atividades de alto valor agregado.

As ferramentas de automação estão ficando mais inteligentes e agora são capazes de lidar com muitas sutilezas que antes exigiam o julgamento humano. Para tudo dar certo, porém, os processos manuais devem ser muito bem mapeados, inclusive de forma padronizada, para que o resultado da automação seja realmente consistente. O primeiro passo é reconhecer o valor da automação de processos, já que o software tem assumido um papel cada vez mais importante dentro das companhias. Depois, é preciso superar uma eventual resistência do time em compartilhar as informações dos processos manuais, o que geralmente tende a dificultar essa migração.

*Giancarlo Chiapinotto é gerente sênior da PwC Brasil

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