CEOs bem-sucedidos devem ser capazes de identificar riscos imediatos, ao mesmo tempo que mantêm uma visão estratégica voltada a oportunidades de longo prazo. Essa tensão entre diferentes horizontes de tempo é um tema central da 29ª CEO Survey e se destaca também entre as empresas brasileiras com receita anual superior a US$ 500 milhões.
No curto prazo, esses líderes demonstram confiança moderada no crescimento de suas empresas, embora convivam com um ambiente de elevada complexidade. Instabilidade macroeconômica, disrupção tecnológica e escassez de talentos lideram as preocupações, refletindo os desafios de manter competitividade em um cenário de transformação acelerada.
Ao mesmo tempo, a inteligência artificial começa a produzir resultados concretos. Cerca de um terço das empresas já registra aumento de receitas associado ao uso da tecnologia, enquanto ganhos de eficiência contribuem para a redução de custos em parte das organizações. Paralelamente, 41% dos CEOs afirmam que suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos, o que evidencia o avanço da convergência entre indústrias.
Esse contexto reforça a necessidade de equilibrar a gestão das pressões de curto prazo com iniciativas de reinvenção. A pesquisa mostra que 61% dos CEOs consideram a inovação um componente crítico da estratégia, mas a adoção de práticas de experimentação e maior tolerância ao risco ainda avança de forma gradual.
Resta avaliar se as organizações conseguirão transformar essa combinação de disciplina operacional, inovação e adoção de IA em uma vantagem competitiva sustentável no longo prazo.
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