A adoção da inteligência artificial avançou mais rápido do que sua governança. Com a IA cada vez mais presente nas operações e nas decisões, as empresas precisam definir responsabilidades, limites de autonomia e mecanismos para identificar falhas e desvios.
Neste artigo, Marco Castro, CEO da PwC Brasil, discute por que a governança da IA precisa estar na agenda da liderança. Quando fica restrita às áreas jurídica ou de compliance, distante da estratégia e da operação, pode dificultar a inovação sem necessariamente controlar os riscos.
O desafio começa pela escolha de onde usar a tecnologia e se estende por todo o seu ciclo de vida. É preciso definir quais riscos a empresa aceita, quem responde pelas decisões apoiadas pela IA, quais delas exigem intervenção humana e como os modelos serão monitorados.
Esse preparo ganha importância com o avanço de aplicações mais autônomas e o uso de ferramentas fora dos canais autorizados. Critérios claros permitem decidir onde usar IA, até onde delegar decisões e como agir diante de falhas.
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