A inteligência artificial já entrega eficiência. O desafio agora é outro: onde está o retorno sobre esse investimento? A resposta não está em fazer melhor o que já se fazia, mas em usar a tecnologia para cruzar fronteiras setoriais, disputar novos mercados e criar fontes de receita inéditas.
Neste artigo, Marco Castro, CEO da PwC Brasil, discute por que medir o sucesso da IA por horas economizadas é um indicador equivocado. Para o executivo, o verdadeiro diferencial está na capacidade das organizações de reposicionar seus negócios diante de uma transformação que já está em curso.
Os números confirmam a urgência. Mais da metade dos CEOs brasileiros já leva suas empresas a competir em novos setores, e o FMI projeta ganhos expressivos ao PIB global com a IA até o fim da década. Mas um estudo da PwC com mais de 1.200 organizações revela que esse valor está concentrado: um pequeno grupo de empresas mais preparadas captura a maior parte do retorno, com ganhos de receita e eficiência muito superiores aos das demais.
Nesse cenário, adicionar IA a processos antigos sem repensá-los é um erro estratégico caro: consome recursos sem gerar resultado. A pergunta que resta às lideranças não é se a IA vai transformar seus setores, mas se suas organizações estão usando a tecnologia apenas para ganhar eficiência ou para reinventar o negócio com a urgência que o momento exige.