A inteligência artificial continua atraindo capital, mas a fase das promessas ficou para trás. Em um mercado mais seletivo, investidores querem entender como a tecnologia se conecta à estratégia de crescimento e quais resultados concretos ela já produz.
Neste artigo, Marco Castro, CEO da PwC Brasil, analisa o que diferencia as empresas capazes de transformar IA em valor. Mais do que anunciar projetos, elas tratam cada iniciativa como um investimento estratégico, com metas claras e mecanismos de acompanhamento dos resultados.
Esse trabalho exige uma base sólida: dados organizados, processos redesenhados, modelos operacionais ajustados e tecnologia incorporada ao negócio e à experiência dos clientes. A IA passa, então, a ser avaliada pela capacidade de gerar receita, elevar a produtividade e sustentar ganhos em escala.
Para conquistar a confiança do mercado, os resultados não precisam ser grandiosos, mas devem ser reais, auditáveis e sustentáveis. O capital continuará disponível para as empresas que conseguirem comprovar, com governança e métricas consistentes, o valor criado pela IA.
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