Integração de Fusões & Aquisições

Integração de Fusões & Aquisições
  • Novembro 04, 2026

Decisões antes do fechamento diferenciam as empresas compradoras que alcançam os objetivos da transação

Em um mercado com apostas maiores em crescimento, margens e tecnologia, a integração ganha importância para concretizar o valor esperado das aquisições.

A Pesquisa de Integração de Fusões & Aquisições 2026 da PwC associa o sucesso à definição antecipada de decisões operacionais, à preparação para executar as iniciativas de criação de valor e à comprovação das sinergias realizadas.

Principais conclusões

  • Apenas cerca de um terço das empresas compradoras alcança todos os objetivos da transação. A distância entre o valor esperado e o realizado começa quando a tese da aquisição não se traduz em escolhas sobre como a empresa combinada vai operar.
  • Empresas compradoras bem-sucedidas definem decisões operacionais mais cedo. Nas transações voltadas à aceleração de receitas, 71% estabeleceram elementos relevantes do modelo operacional antes do fechamento, ante 44% daqueles com sucesso limitado.
  • A preparação para executar as iniciativas diferencia os resultados. Antes da integração, 59% das empresas compradoras bem-sucedidas haviam definido iniciativas executáveis com responsáveis, prazos e dependências claros, ante 28% daqueles com sucesso limitado.
  • A confiança nas sinergias realizadas varia significativamente. Entre empresas compradoras bem-sucedidas, 62% têm alta confiança de que as sinergias reportadas representam valor real e auditável, ante 27% no grupo com sucesso limitado.
  • A avaliação antecipada de pessoas ainda é pouco frequente. Apenas 16% dos participantes avaliaram lideranças e talentos antes da assinatura da transação.

Alcance dos objetivos da transação

1 em cada 3 empresas compradoras  alcança integralmente os objetivos que fundamentaram a transação.   Os fundamentos estratégicos orientam a transação. A estrutura da integração determina a efetiva realização de valor.

A diferença de valor começa nas decisões

Expansão de mercado, aquisição de capacidades estratégicas, eficiência operacional e aceleração de receitas fundamentam as transações. A pesquisa associa diferenças de desempenho à tradução desses objetivos em decisões operacionais.

As empresas compradoras bem-sucedidas definem os elementos relevantes do modelo operacional mais cedo. A maior diferença aparece nas transações voltadas à aceleração de receitas, nas decisões sobre clientes, preços, distribuição, incentivos e produtos.

A lacuna de valor é uma lacuna de decisão

As decisões que transformam a tese de um negócio em valor realizado. 

Modelo operacional definido antes do fechamento

As empresas compradoras bem-sucedidas apresentam vantagem de 13 a 27 pontos percentuais na definição do modelo operacional antes do fechamento.   A definição antecipada do modelo operacional protege o valor antes que o ritmo do negócio esteja em risco.

Execução e comprovação de valor

Antes da integração, 46% dos participantes haviam convertido plenamente as fontes de criação de valor em iniciativas executáveis: 59% entre as empresas compradoras bem-sucedidas e 28% entre aquelas com sucesso limitado.

Três em cada quatro participantes vinculam incentivos relevantes às sinergias, mas menos da metade tem alta confiança de que os resultados reportados representam ganhos reais e auditáveis.

Confiança nas sinergias reportadas

2,3 vezes: As empresas compradoras bem-sucedidas têm mais de duas vezes a probabilidade de capturar as sinergias por meio de sistemas financeiros com controles robustos.   Reduzir a diferença de credibilidade exige que o acompanhamento das sinergias evolua do julgamento da gestão para a validação financeira.

A validação financeira distingue o valor realizado das projeções, da dupla contagem e dos resultados que decorreriam do desempenho normal do negócio.

Pessoas e organização

Desenho organizacional, clareza sobre quem decide, cultura e gestão da mudança lideram os desafios relacionados às pessoas na integração.

A avaliação antecipada ainda é pouco frequente: apenas 16% dos participantes avaliaram lideranças e talentos antes da assinatura da transação.

Entre as empresas compradoras que traduziram integralmente a tese da transação em ações de liderança, talentos e organização, 55% alcançaram todas as sinergias de receita previstas, contra 34% das que não fizeram essa tradução integral.

Desafios relacionados a pessoas

56% apontaram o desenho organizacional e a definição da autoridade para tomar decisões como o principal desafio relacionado a pessoas.   Desenho organizacional, cultura e gestão da mudança são os desafios relacionados a pessoas mais citados pelas empresas compradoras.

Dados e tecnologia na integração

Tecnologia e dados viabilizaram pelo menos um quarto das sinergias para quase nove em cada dez empresas compradoras. Para quase um terço, contribuíram para mais da metade.

O acesso a novas tecnologias foi um objetivo importante para 78% dos participantes, ante 72% em 2023. Entre as empresas compradoras bem-sucedidas, são 84%.

Cerca de três quartos das empresas compradoras usam inteligência artificial na integração. A prioridade atribuída à construção de uma base preparada para a tecnologia varia conforme o resultado da transação.

O estudo distingue três papéis da inteligência artificial: capacidade adquirida, ferramenta para acelerar a integração e componente de um novo modelo operacional.

Construção de uma base preparada para inteligência artificial

1 em cada 4 empresas compradoras bem-sucedidas definiu a construção de uma base preparada para IA como objetivo prioritário da integração.   As empresas compradoras bem-sucedidas têm 1,8 vez a probabilidade de priorizar a preparação para IA em comparação com aquelas com sucesso limitado.

Estratégia tributária e regulação

A estratégia tributária contribuiu significativamente para o retorno de 61% das empresas compradoras bem-sucedidas, em comparação com 35% das que tiveram sucesso limitado.

Três quartos das transações exigiram pelo menos seis meses para aprovação regulatória, e mais de um terço levou nove meses ou mais.

Contribuição da estratégia tributária para o retorno da transação

6 em cada 10 empresas compradoras bem-sucedidas afirmam que a estratégia tributária contribuiu significativamente para seus retornos financeiros.   As empresas compradoras bem-sucedidas têm 1,75 vez a probabilidade de afirmar que a estratégia tributária contribuiu significativamente para os retornos financeiros, em comparação com aquelas com sucesso limitado.

Uma agenda para o CEO na próxima integração

A agenda contém as perguntas que a liderança deve responder antes que o plano de integração se desdobre em frentes de trabalho.

  • Qual é a tese da transação, expressa em dois ou três resultados mensuráveis, em vez de uma lista de aspirações?
  • Quais são as três ou quatro mudanças necessárias para alcançar esses resultados? Quais partes da empresa adquirida precisam ser preservadas ou mantidas separadas?
  • Quais decisões sobre liderança, talentos, clientes, produtos, tecnologia, tributação e regulação precisam ter um direcionamento definido antes do primeiro dia da operação combinada?
  • Quem responde por cada iniciativa de criação de valor? De quais recursos e autoridade dispõe? Quais dependências podem impedir sua execução?
  • Quais parâmetros de referência e controles permitirão ao diretor financeiro, ao conselho e aos investidores identificar o valor efetivamente realizado, além das atividades reportadas?

O teste. Se a liderança não consegue identificar as poucas mudanças que mais importam, o plano de integração ainda não está pronto. Se consegue identificá-las, mas não consegue definir responsáveis ou comprovar o valor gerado, a tese continua sendo apenas uma hipótese.


Acesse o conteúdo completo desta pesquisa
na versão em inglês.

Contatos

Jacques  Moszkowicz

Jacques Moszkowicz

Sócio de Delivering Deals Value, PwC Brasil

Christian Gamboa

Christian Gamboa

Sócio e líder da prática de Deals, PwC Brasil

Luiz Matsubara

Luiz Matsubara

Sócio de Delivering Deals Value, PwC Brasil

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