Em um mercado com apostas maiores em crescimento, margens e tecnologia, a integração ganha importância para concretizar o valor esperado das aquisições.
A Pesquisa de Integração de Fusões & Aquisições 2026 da PwC associa o sucesso à definição antecipada de decisões operacionais, à preparação para executar as iniciativas de criação de valor e à comprovação das sinergias realizadas.
Expansão de mercado, aquisição de capacidades estratégicas, eficiência operacional e aceleração de receitas fundamentam as transações. A pesquisa associa diferenças de desempenho à tradução desses objetivos em decisões operacionais.
As empresas compradoras bem-sucedidas definem os elementos relevantes do modelo operacional mais cedo. A maior diferença aparece nas transações voltadas à aceleração de receitas, nas decisões sobre clientes, preços, distribuição, incentivos e produtos.
As decisões que transformam a tese de um negócio em valor realizado.
Antes da integração, 46% dos participantes haviam convertido plenamente as fontes de criação de valor em iniciativas executáveis: 59% entre as empresas compradoras bem-sucedidas e 28% entre aquelas com sucesso limitado.
Três em cada quatro participantes vinculam incentivos relevantes às sinergias, mas menos da metade tem alta confiança de que os resultados reportados representam ganhos reais e auditáveis.
A validação financeira distingue o valor realizado das projeções, da dupla contagem e dos resultados que decorreriam do desempenho normal do negócio.
Desenho organizacional, clareza sobre quem decide, cultura e gestão da mudança lideram os desafios relacionados às pessoas na integração.
A avaliação antecipada ainda é pouco frequente: apenas 16% dos participantes avaliaram lideranças e talentos antes da assinatura da transação.
Entre as empresas compradoras que traduziram integralmente a tese da transação em ações de liderança, talentos e organização, 55% alcançaram todas as sinergias de receita previstas, contra 34% das que não fizeram essa tradução integral.
Tecnologia e dados viabilizaram pelo menos um quarto das sinergias para quase nove em cada dez empresas compradoras. Para quase um terço, contribuíram para mais da metade.
O acesso a novas tecnologias foi um objetivo importante para 78% dos participantes, ante 72% em 2023. Entre as empresas compradoras bem-sucedidas, são 84%.
Cerca de três quartos das empresas compradoras usam inteligência artificial na integração. A prioridade atribuída à construção de uma base preparada para a tecnologia varia conforme o resultado da transação.
O estudo distingue três papéis da inteligência artificial: capacidade adquirida, ferramenta para acelerar a integração e componente de um novo modelo operacional.
A estratégia tributária contribuiu significativamente para o retorno de 61% das empresas compradoras bem-sucedidas, em comparação com 35% das que tiveram sucesso limitado.
Três quartos das transações exigiram pelo menos seis meses para aprovação regulatória, e mais de um terço levou nove meses ou mais.
A agenda contém as perguntas que a liderança deve responder antes que o plano de integração se desdobre em frentes de trabalho.
O teste. Se a liderança não consegue identificar as poucas mudanças que mais importam, o plano de integração ainda não está pronto. Se consegue identificá-las, mas não consegue definir responsáveis ou comprovar o valor gerado, a tese continua sendo apenas uma hipótese.