As instituições financeiras vivem uma profunda transformação. Incerteza macroeconômica, exigências crescentes de conformidade, risco de fraude em alta, clientes com novas expectativas e uma força de trabalho em processo de envelhecimento pressionam bancos, seguradoras e agentes de mercados de capitais a repensar sua forma de operar.
A pressão regulatória também aumenta. Marcos como a Resolução CMN nº 4.893 e a LGPD, no Brasil, e o Regulamento de IA e o DORA, na União Europeia, exigem que a adoção de tecnologias seja mais transparente, segura e bem governada.
Não há espaço para improvisar. E o setor já reage: 30% dos executivos de serviços financeiros ouvidos em pesquisa da PwC em 2025 tornaram a IA agêntica prioridade máxima de investimento para 2026. No Brasil, estima-se que os bancos investiram cerca de R$ 2 bilhões em inteligência artificial em 2025.
A IA agêntica representa uma mudança de patamar em relação à análise tradicional, à automação e à IA generativa. Em vez de executar tarefas isoladas, os agentes conseguem raciocinar, agir e orquestrar processos de várias etapas com mínima intervenção humana, acessando dados, executando fluxos de trabalho e se adaptando a novas condições. Quando implementada de forma responsável, a tecnologia ajuda as instituições a ganhar eficiência e precisão, mantendo a supervisão humana nas decisões de maior risco.
“O setor começa a deixar para trás a automação de tarefas isoladas e avança para modelos realmente autônomos. A IA agêntica permite orquestrar cadeias de valor inteiras, conectando dados, decisões e execução com um nível de velocidade, escala e consistência que simplesmente não era possível antes.”
A IA agêntica já gera valor concreto em cada segmento do setor financeiro.
Nos bancos, o impacto se manifesta na prevenção de crimes financeiros, na conformidade regulatória, no relacionamento com clientes e no crédito. Os agentes automatizam o KYC e o onboarding, monitoram transações em tempo real e preservam trilhas de auditoria. Um grande banco asiático reduziu de dez dias para cerca de uma hora o tempo de elaboração de memorandos de origem de recursos. No atendimento, o autoatendimento conduzido por agentes já resolve cerca de 30% das solicitações rotineiras sem intervenção humana.
Na área de seguros, a tecnologia transforma a subscrição, os sinistros, o atendimento e a sustentabilidade da força de trabalho. As decisões de subscrição passam a se apoiar em sinais de risco continuamente atualizados – de modelos climáticos a imagens geoespaciais. Sinistros podem ser triados e resolvidos de forma quase autônoma, da notificação inicial ao pagamento recomendado. E, diante do desafio demográfico do setor, os agentes ajudam a preservar o conhecimento institucional.
Nos mercados de capitais, fluxos de trabalho com múltiplos agentes reduzem de dias para minutos o tempo da primeira análise, ingerindo demonstrações financeiras, transcrições de calls e dados alternativos.
No private equity, aceleram a due diligence e rastreiam KPIs das empresas do portfólio, liberando as equipes para a criação de valor.
A IA agêntica é uma oportunidade concreta para as instituições financeiras criarem valor duradouro. A Microsoft chama essas organizações de frontier firms: empresas na vanguarda da adoção de IA, nas quais a expertise humana e os agentes colaboram em escala. Chegar lá exige visão clara, roteiro concreto e governança robusta.
O desafio não é a falta de oportunidades, mas selecionar as que podem ser escaladas. A transformação começa com uma mentalidade centrada no processo: ancorar as iniciativas de IA nas cadeias de valor que geram resultado, não na tecnologia.
“O verdadeiro desafio da IA agêntica nos serviços financeiros não é tecnológico, é de execução. O valor aparece quando estratégia, processos, dados e governança caminham juntos. Escalar essa tecnologia exige um modelo operacional claro, controles embutidos e uma abordagem de IA responsável que acompanhe a velocidade do negócio. As instituições que constroem essas bases conseguem sair dos pilotos, inovar com confiança e transformar ambição em impacto real e sustentável.”
PwC e Microsoft oferecem capacidades complementares: a PwC, com profundo conhecimento em serviços financeiros, entendimento regulatório e experiência em transformação; a Microsoft, com plataformas de nuvem e IA seguras, de nível corporativo, projetadas para ambientes altamente regulados. A Cadeia de Valor de IA Agêntica da PwC pode ser integrada a tecnologias como Copilot Studio, Agent 365, Fabric e Foundry, sempre com base nos princípios da IA responsável.
A IA agêntica não é mais uma promessa distante. As instituições que agirem primeiro – escalando com responsabilidade, com governança eficaz e valorizando as pessoas – ditarão o ritmo da competição e ajudarão a construir um setor mais resiliente, inteligente e centrado no cliente.