Setembro 30, 2021
Por Marina Salles
Dos setores que já cobri, a área de tecnologia e inovação sempre foi das mais desafiadoras. Não pela cobertura em si, mas pelo caminho até chegar nas pautas. O que está acontecendo de novo, de fato, na fronteira do conhecimento? Quais são as transformações em curso que vão virar um modelo de negócios ou um produto/serviço disruptivo logo adiante? Olhando apenas para os cheques e rodadas milionárias das startups, não dá para responder a essas perguntas na velocidade em que a inovação acontece.
Na cobertura de tecnologia e qualquer outro assunto, o maior trunfo do jornalista são suas fontes. Sejam pessoas, relatórios, órgãos oficiais e a imprensa nacional e estrangeira… cada uma dessas “fontes” entrega parte das peças do quebra-cabeças para ajudar a construir o conteúdo entregue ao leitor/ouvinte/telespectador e direcionar seu olhar para o mundo em transformação. Muitas vezes, o feeling do mercado também auxilia na tarefa de selecionar as pautas — de tanto ouvir e ler sobre diferentes assuntos, começamos a fazer conexões.
Mas como seria se mudar para dentro de onde tudo acontece? Eu estou vivendo essa experiência hoje. Quando o Tomé, CEO do AgTech Garage, me convidou para liderar o AgTech Garage News eu disse para ele que, se tudo desse certo, a gente teria um problema bom para resolver… a necessidade de crescer e atrair novos talentos, para dar conta de uma gama infinita de pautas, fruto do garimpo diário de uma legião de insiders.
Felizmente, toda a comunidade abraçou a causa do nosso “problema bom” e, hoje, além de mim e do Vitor Silva, nosso repórter e estudante de economia, somos um corpo formado por diversos atores, que interagem e se alimentam do convívio (virtual e físico) no AgTech Garage.
Além dos professores e pesquisadores que colaboram com artigos — e já abordaram assuntos que vão desde tendências em tecnologia para irrigação e a inovação social —, temos especialistas do mercado dissertando sobre o papel dos marketplaces no agronegócio, consultorias compartilhando os hábitos de consumo no pós-pandemia e o futuro do treinamento da mão de obra no campo. Até mesmo nosso parceiro de advocacia entrou na dança, para falar das oportunidades criadas pelo Fiagro para as agfintechs. Co-criadoras de artigos, podcasts e lives, as startups e as grandes empresas também enriquecem a nossa agenda com seu conteúdo.
E isso é possível porque a inovação está presente no nosso cotidiano. Nós vemos, todos nós, membros do ecossistema, todos os dias, a inovação acontecer… E nesse nós quero dar destaque especial aqui também para a figura dos gestores de comunidade. Dentro do hub, eles são os principais olhos e ouvidos que alimentam o corpo de conteúdo, sinalizando para as tendências que não escapam às suas antenas.
No AgTech Garage, gestor de comunidade é como chamamos o profissional que se encarrega de acompanhar o processo de inovação junto às empresas, startups, Academia e produtores rurais. Esse grupo é como uma "inteligência artificial", que acompanha a jornada das grandes organizações e é exposto diariamente aos desafios delas, filtrando o que de mais relevante está sendo discutido no mercado de inovação. Em outra ponta, estão em contato permanente também com as startups, elo fundamental para entender o que se passa na fronteira da inovação. Sempre atualizados, eles trocam ainda informações e experiências entre si, para alimentar toda a rede.
Com esse time, cada um dos atores do ecossistema compartilha seus objetivos em busca de conexões e desenvolvimento interno e externo, o que faz girar a roda do conhecimento, da notícia e da educação. A educação, aliás, que é assunto para um outro post sobre o nosso ecossistema de conteúdo, em franca expansão.
Gustavo Rabello é sócio na área de Mercado de Capitais de TozziniFreire Advogados