AgTech Garage funda Comitê de Startups e potencializa Programa para Residentes e Membership

Iniciativa voltada à comunidade de startups parceiras do hub visa maximizar a voz dos empreendedores e movimentar projetos em rede

Novembro 17, 2021.

Por Vitor Lima e Marina Salles

“Alimentar os empreendedores que alimentam o mundo”, essa é a missão do AgTech Garage, que busca, a cada iniciativa, maximizar o valor gerado para os atores que são o coração do ecossistema: as startups. 

Com esse olhar, o hub anuncia a criação do Comitê de Startups AgTech Garage, que vai representar em especial as 94 startups residentes e membership que interagem ativamente no dia a dia da comunidade.

Da rede ampla do hub, que contempla as startups cadastradas na plataforma Community AgTech Garage, fazem parte mais de 900 startups. (Se você ainda não faz parte, cadastre sua startup gratuitamente!).

A convite do gestor de comunidade Leonardo Langoni, o comitê será formado por: Laura Maitan (IDGeo), Leonardo Gomes (Biome4All), Nilson Casimiro (Shooju) e Rafael Malacco (Sima). 

“O comitê de startups tem o intuito de representar nossa comunidade de empreendedores e empreendedoras. É uma iniciativa nova, que facilitará a co-criação de projetos conjuntos entre as startups e a troca de experiências e aconselhamentos na rede empreendedora”, diz Langoni. 

Junto do time AgTech Garage, os quatro membros do comitê estão de portas abertas para ouvir as demandas da comunidade e promover o diálogo entre as 78 startups nacionais e 16 internacionais residentes e membership do hub — que têm acesso à sua infraestrutura física e digital, a uma rede de mentores de referência e a toda a agenda de eventos e atividades promovidas pelo AgTech Garage visando potencializar as conexões e oportunidades para os parceiros. 

Leonardo Langoni, gestor da comunidade de startups do AgTech Garage

Via de mão dupla

A própria escolha dos membros do comitê reflete o que a iniciativa quer fortalecer no ecossistema de inovação: o engajamento dos empreendedores e o seu protagonismo na construção de novas oportunidades para seus negócios. 

“Falando individualmente, os membros do comitê são representantes que participam ativamente da comunidade, que têm agilidade na hora de atender às solicitações, que indicam palestrantes, temas e atividades para as startups de maneira pró-ativa e, por isso, servem de exemplo de protagonismo para outros empreendedores, uma bandeira que levantamos no Programa de Residentes e Membership”, conta Leonardo.

Na visão de Rafael Malacco, gerente de desenvolvimento de mercado da agtech Sima (plataforma de monitoramento fitossanitário a campo e gerenciamento de clientes para redes de distribuição de insumos), as trocas proporcionadas pelo ecossistema são muito ricas e deveriam ser aproveitadas ao máximo. 

“Acredito que o ecossistema está disponível para a gente acessar novidades e ser acessado, o que também depende da nossa pró-atividade. Vejo que o caminho é demonstrar interesse por querer conhecer mais, saber dos próximos passos, dar opinião em assuntos que são importantes não só para mim ou para Sima, mas para o ecossistema”, diz. 

O resultado do tempo investido na comunidade se reflete em diversos ganhos, como o reconhecimento dentro da comunidade de inovação, a consolidação como referência do ponto de vista de empresas e outras startups e a opção de poder escolher, num cenário maduro, os parceiros com quem se quer trabalhar. 

Para Laura Maitan, gestora comercial da startup de Inteligência em Dados Geográficos (IDGeo), os relacionamentos no ecossistema empreendedor pautados no ganha-ganha são uma via de mão dupla, em que a dedicação de um lado é recompensada pelo apoio do outro. 

“Quando recebi o convite do AgTech Garage para participar do comitê fiquei muito feliz, porque a ideia de criar esse grupo foi algo que eu sugeri também”, conta. Uma vez compartilhada, a sugestão de Laura pôde fomentar discussões internamente e ser convertida em benefício para toda a rede.

Langoni lembra que faz parte dos princípios do hub avaliar as sugestões que partem dos empreendedores, a fim de que novos projetos possam surgir de forma orgânica, explorando o viés do valor compartilhado. 

Diversidade gera assertividade

Na visão de Nilson Casimiro, co-fundador e CEO da Shooju (cujo nome em chinês quer dizer “dados”, e que oferece um software como serviço dedicado ao gerenciamento e centralização de informações), o papel do comitê é promover a evolução do ecossistema de forma colaborativa e com representatividade, seja de gênero, cor ou perfil profissional. 

“Se você está no ambiente e faz parte, você tem que colaborar. A diversidade tem que estar presente, para que as trocas de experiência tenham mais valor. Cada pessoa tem sua individualidade para agregar e assim podemos evoluir juntos. Eu, por exemplo, sou uma pessoa de relacionamento e posso somar também nisso”, afirma.

Leonardo Gomes, co-fundador e CEO da Biome4All (de análise computacional da microbiota do solo por sequenciamento de DNA), concorda em gênero, número e grau com Casimiro. “Ter um comitê com representatividade nos permite ser mais assertivos nas ações que serão tomadas”.

A partir de reuniões mensais, o Comitê de Startups AgTech Garage vai compartilhar o que está sendo discutido na comunidade e pautar ações, eventos e trocas de experiências que auxiliem no amadurecimento do ecossistema. Segundo Langoni, o primeiro passo é engajar as startups parceiras do hub na aproximação com o comitê. Daí em diante, o céu é o limite para o que a rede pode co-criar!

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Dirceu Ferreira Junior

Dirceu Ferreira Junior

Sócio e Líder do PwC Agtech Innovation, PwC Brasil

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