Julho 15, 2021
A John Deere e a Ericsson firmaram um acordo de colaboração para pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações usando a tecnologia 5G que promete impulsionar a geração de receita no agronegócio.
O acordo permitirá que as empresas desenvolvam, em conjunto, soluções focadas na quinta geração de conectividade móvel e na Internet das Coisas, para identificar e solucionar problemas do setor em tempo real.
Segundo as empresas, o 5G trará maior eficiência e menor consumo de energia na ponta em comparação a tecnologias como o 3G e 4G LTE.
De 2020 a 2025, a Ericsson tem um mandato de investimentos de R$ 1 bilhão previsto para alocar em pesquisa, desenvolvimento e fabricação do 5G no Brasil. Em março último, a empresa inaugurou sua primeira linha de produção de rádios 5G em São José dos Campos (SP), que vai atender a demanda do Brasil e da América Latina.
Já a John Deere investe, a nível global, US$ 4 milhões em pesquisa e desenvolvimento por dia. A companhia caminha para alcançar a sincronia na gestão de equipamentos no campo, com dados em nuvem e a conexão total dentro do seu ecossistema.
Os centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação das duas empresas serão usados como celeiros de teste para tecnologias do agronegócio.
Neste primeiro momento, as provas de conceitos serão desenvolvidas conjuntamente no escritório central da John Deere para América Latina, em Indaiatuba (SP), e no Centro de Agricultura e Precisão e Inovação (CAPI) da John Deere, em Campinas (SP), onde serão instalados equipamentos 5G. O acordo também prevê que as fábricas da John Deere tenham conexão 5G.
Rodrigo Bonato, diretor do Grupo de Soluções Inteligentes (ISG) da John Deere para América Latina, afirma que o objetivo da empresa é democratizar o acesso à conectividade no campo.
“A conectividade desbloqueia todo o potencial e a inovação disponível no campo, beneficiando também outros setores da sociedade, desde telemedicina e educação a distância. Sem contar que ainda atrai cada vez mais jovens de volta para o campo, promovendo geração de emprego e empreendedorismo”, diz Bonato, em nota.
Murilo Barbosa, vice-presidente de negócios da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, argumenta que o 5G é a ponte para o novo ciclo de inovação na agricultura.
“A demanda global por insumos vegetais, alimentos e proteína irá dobrar até 2050 e o Brasil é o único país com área suficiente e condições favoráveis para aumentar em escala a oferta de alimento, além do enorme espaço para ganho de produtividade em diferentes etapas da cadeia, tornando-se assim o maior exportador de produtos agrícolas da nova década. Certamente, a tecnologia 5G terá um papel fundamental neste novo ciclo de inovação”, defende o executivo da Ericsson.
Crédito da foto principal: John Deere.