Agosto 23, 2022
Por Marina Salles
Há pouco mais de um ano e meio operando no mercado brasileiro, a AgroPermuta, fintech agrícola, se prepara para um grande salto. A empresa, que até agora já teve demanda superior a R$ 476 milhões, projeta absorver R$ 2 bilhões dentro dos próximos 18 meses.
Para alcançar essa meta, a fintech se prepara para abrir uma rodada de captação, junto a investidores estratégicos, que ajudará a alavancar o lançamento de seu novo produto financeiro, o FINCAP (Financiamento Capitalizado). A solução foi desenvolvida para atender revendedores, distribuidores e concessionárias.
Com a rodada de captação, Alex Kalef, Diretor Executivo da Agropermuta, quer trazer smart-money para dentro de casa. “Nos últimos seis meses, passamos por um processo de modernização da tecnologia aplicada ao crédito e atualizamos nosso arcabouço ferramental de sensoriamento remoto. Com essa robustez, nos estamos prontos para dar um novo salto. Mais do que investidores, buscamos capital inteligente, isso nos dará musculatura para alavancar ainda mais os nossos produtos”, diz.
Alex Kalef, da Agropermuta
O objetivo das ferramentas da AgroPermuta é facilitar o planejamento financeiro dos seus clientes. No caso da Compra Programada, usando uma carta de crédito, o produtor pode obter financiamento imediato. Para isso, utiliza sua entrada (correspondente a 30% das prestações do contrato) para contribuir com o financiamento de projetos agropecuários, como silos e sistemas de armazenagem, usinas solares, sistemas de irrigação, compra de veículos, máquinas e implementos agrícolas.
Kalef explica que, ao pagar 30% das prestações do contrato, o mesmo valor que seria adiantado ao fabricante, o agricultor passa a poder utilizar a carta de crédito no valor integral contratado. “A engenharia financeira permite, então, que o produtor acesse taxas mais competitivas do que se fosse aos bancos tradicionais. E ainda com o benefício de não ter seu limite de crédito bancário comprometido e nem receber uma cobrança de IOF”, diz.
O outro produto, antigamente o Conta Programada Planejamento, passou por uma mudança estrutural e foi rebatizado de FINCAP – Financiamento Capitalizado. Ao pagar 50% das prestações do contrato, o agricultor pode utilizar a carta de crédito no valor integral. A FINCAP teve também outra mudança, estendendo sua utilização para o custeio das lavouras, além de investimentos.
A modalidade destinada a compra de máquinas, implementos agrícolas e veículos tem prazos e valores maiores, com limite de até R$ 1 milhão e parcelas semestrais de pagamento com prazos de 6 até 10 safras. Já a modalidade focada no custeio da operação agrícola tem prazo de financiamento de no máximo de 12 meses, sempre vinculado à próxima safra. O limite de crédito inicial é de até R$ 250 mil.
“A grande quebra de paradigma do nosso produto é usar o planejamento para fazer o custeio da próxima safrinha de milho ou até a de soja de 23/24. Além disso, dentro das possibilidades de insumos, a carta de crédito não está vinculada a um produtor”, afirma Tito.
Ainda segundo o executivo, outra vantagem do FINCAP são suas taxas mais competitivas. “Enquanto os economistas mantiveram a previsão da taxa básica de juros ao fim deste ano pela sétima semana seguida em 13,75% conseguimos oferecer crédito bem abaixo desse valor, pois o produtor já conseguiu amortizar uma parte pelo nosso fluxo”, explica.
Com o FINCAP, a AgroPermuta gera benefícios para empresas do agronegócio e seus clientes. De acordo com Vicente Tito, Head do produto, a ferramenta é voltada para empresas dispostas a fidelizar seus clientes criando um vínculo duradouro.