Brasil é um dos países onde a sustentabilidade mais impacta o consumidor, mostra pesquisa da Cargill

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Fevereiro 22, 2022

Por Marina Salles

Você anda lendo os rótulos dos produtos no supermercado? De produtos embalados, como batatinhas fritas, bolachas e biscoitos? Segundo o levantamento mais recente da Cargill sobre esse tipo de item, que entrevistou mais de 6 mil consumidores dos principais supermercados de 11 países (incluindo o Brasil), a preocupação com a sustentabilidade já é um critério de compra adotado por mais da metade dos consumidores que levam para casa itens com gorduras e óleos na composição. 

A pesquisa FATitudes aponta um crescimento, entre 2019 e 2021, de 4 pontos percentuais, de 51% para 55%, na propensão dos consumidores colocarem no carrinho alimentos com referências à adoção de práticas sustentáveis. A mudança é tida como considerável pelos especialistas da companhia dado o período de apenas dois anos entre um levantamento e o outro. 

E o Brasil foi o país com maior destaque na mudança de hábito do consumidor. Acompanhe a seguir: 

  • Brasil e México tiveram aumento de 13 pontos no impacto de compra frente a declarações de sustentabilidade entre 2019 e 2021. As declarações de sustentabilidade agora impulsionam as decisões de compra para 74% dos consumidores brasileiros e 66% dos mexicanos.
  • A Índia também registrou um aumento de dois dígitos, com 67% dos consumidores indicando que eram mais propensos a comprar alimentos embalados com alegações de sustentabilidade, um aumento de 11 pontos em relação a 2019.
  • No Reino Unido, a Cargill descobriu que 51% dos consumidores agora dizem que dão mais ênfase à sustentabilidade, um salto de 8 pontos em apenas dois anos.
  • Nos Estados Unidos, 37% dos consumidores indicaram estar mais propensos a comprar alimentos embalados com alegação de sustentabilidade, um aumento de 6 pontos em relação aos resultados de 2019.

Além dos países citados acima, participaram da pesquisa: Austrália, China, França, Alemanha, Filipinas e Rússia. 

Sustentável até que ponto? 

Pela primeira vez, a pesquisa também perguntou aos consumidores que tipo de referência à sustentabilidade eles estavam procurando. E as expressões com maior peso no rótulo demonstraram ser “origem sustentável” e “conservação de recursos naturais”, que encabeçaram a lista. Elas ficaram bem à frente de reivindicações mais específicas, como “comércio justo”, “uso reduzido de embalagens” e “salários justos”, considerando a totalidade dos países participantes da pesquisa. 

“Nossas descobertas demonstram, claramente, que as mensagens em torno da sustentabilidade estão causando impacto nos consumidores”, diz Nese Tagma, Diretor Administrativo de Estratégia e Inovação do Negócio Global de Óleos Comestíveis da Cargill, em nota.

Para Florian Schattenmann, Diretor de Tecnologia e Vice-Presidente de Inovação e P&D da Cargill, esses insights confirmam a necessidade de incorporar práticas sustentáveis ​​em todos os aspectos das operações da companhia. 

“Isso inclui tudo, desde nossas práticas de fornecimento até instalações de processamento e se estende para o desenvolvimento de novos produtos”, afirma Schattenmann. Segundo ele, está claro que a sustentabilidade é tão importante quanto o desempenho de um produto inovador ou seu custo. 

A Cargill está entre as maiores empresas produtoras de óleos comestíveis do mundo e realiza esse tipo de pesquisa para compreender as necessidades do mercado. Visando fornecer soluções sustentáveis ​​a seus clientes e os consumidores finais, a empresa fomenta programas de agricultura regenerativa para oleaginosas e adota o certificado de origem responsável Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO) na comercialização do óleo de palma. 

Juntamente com esses esforços, a empresa afirma que está ajudando os fabricantes de alimentos a atenderem a demanda também pela maior saudabilidade dos produtos com adição de gordura. Em dezembro de 2021, a Cargill se tornou o primeiro fornecedor de óleos comestíveis a se comprometer a remover de todo o seu portfólio global os ácidos graxos trans (ITFAs) produzidos industrialmente, seguindo as melhores práticas da Organização Mundial da Saúde.

*Com informações da assessoria de imprensa.

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Dirceu Ferreira Junior

Dirceu Ferreira Junior

Sócio e Líder do PwC Agtech Innovation, PwC Brasil

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