Junho 14, 2023
Bernardo Fabiani, CEO e co-fundador da TerraMagna: Ainda há muito espaço para crescer
Por Marina Salles e Fernanda Cavalcante
A TerraMagna, agfintech que visa desburocratizar o acesso a crédito agrícola e promove a ponte com o mercado de capitais, anunciou que atingiu seu breakeven no primeiro trimestre de 2023. Isto é, empatou as suas contas, ficando no zero a zero ao igualar seus custos operacionais à sua receita.
A expectativa, para 2023, é que sua receita anual triplique ante 2022, chegando a R$ 120 milhões. A partir daí, a estratégia é aumentar a lucratividade. A agfintech planeja, ainda este ano, lançar novos produtos financeiros para alcançar uma carteira de R$ 5 bilhões até 2026.
Entre os focos para conquistar o resultado estão: ganhos de eficiência operacional, alocação mais eficiente de capital e seleção criteriosa de clientes. Entre 2022 e 2023, a startup relata ter conquistado inadimplência zero, graças à adoção de uma política de crédito rígida. Para além de trazer novos clientes para perto, a TerraMagna quer aumentar sua penetração dentro dos clientes da atual carteira.
“Mesmo com uma expansão vertical, dentro das revendas parceiras, continuamos tendo um baixo share-of-wallet. Ainda há muito espaço para crescermos”, afirma Bernardo Fabiani, CEO da TerraMagna.
Em 2022, o número de clientes da agfintech também aumentou consideravelmente;
registrou-se um crescimento de 571% e uma expansão da concessão de crédito para mais de 44% da carteira, ou seja, quase a metade dos clientes solicitaram crédito mais de uma vez para a TerraMagna.
Para chegar ao atual patamar, a TerraMagna considera que os fatores que mais contribuíram para sua estratégia de crescimento foram: a prática de uma taxa de juros mais atraente, a agilidade no atendimento e a possibilidade de os clientes financiarem não apenas suas compras de defensivos com apoio da fintech, mas também de fertilizantes.