Maio 14, 2026
Em ambientes de inovação aberta, parcerias só ganham relevância quando ultrapassam o discurso e se traduzem em execução. No agronegócio, esse ecossistema é marcado pela interação entre startups, empresas, investidores, especialistas e o produtor rural. Nesse contexto, o diferencial não está na quantidade de conexões geradas, mas na capacidade de transformá‑las em projetos aplicados, capazes de responder de forma objetiva a demandas operacionais e estratégicas.
Dentro desse ecossistema, as parcerias mais frequentes tendem a ocorrer entre empresas e agtechs. Ainda assim, conexões entre startups também exercem um papel relevante ao complementar competências, acelerar soluções e ampliar o impacto das iniciativas desenvolvidas no ambiente de inovação aberta.
É dentro dessa lógica que o PwC Agtech Innovation – consultoria e hub de inovação no agronegócio – se posiciona como ponto de articulação entre diferentes agentes do setor. Com quase uma década de experiência, combina uma leitura estruturada do ecossistema com capacidade técnica para organizar conexões, alinhar expectativas e dar tração a iniciativas de inovação.
Duas conexões estabelecidas em 2025 exemplificam essa dinâmica na prática:
A parceria entre a plataforma digital Agrotrace e a empresa de software Class Solutions avançou na organização de dados e indicadores internos, gerando ganhos de eficiência operacional a partir do uso mais estratégico de tecnologias já disponíveis internamente.
A relação entre a agtech LandPrint e martech Midori contribuiu para a estruturação do posicionamento e estratégia de go‑to‑market em um momento decisivo de consolidação do negócio da LandPrint.
Por Kaique Souza e Rogerio Braga Junior
O Agrotrace, plataforma digital desenvolvida pelo Instituto BioSistêmico (IBS), atua no apoio ao produtor rural e à Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) por meio da coleta e gestão de dados de propriedades rurais. Com uma base de informações já estruturada, a plataforma buscava avançar na organização desses dados em indicadores de fácil acesso, capazes de apoiar a rotina das equipes e a gestão operacional.
A oportunidade de avançar nesse tema surgiu durante uma edição do 4 em 40, iniciativa mensal do PwC Agtech Innovation voltada à conexão entre startups e empresas do ecossistema. Foi nesse ambiente que o Agrotrace se conectou à Class Solutions, startup especializada em automação de processos e organização de fluxos operacionais a partir de dados e sistemas já digitalizados, com atuação em ambientes corporativos.
A solução construída a partir dessa conexão não exigiu mudanças estruturais nem a adoção de novas plataformas. O projeto concentrou‑se no uso mais estratégico de recursos já disponíveis no Microsoft 365, com foco na organização das bases de dados, na automação de rotinas internas e no desenvolvimento de visualizações voltadas ao acompanhamento de indicadores.
Ao longo da colaboração, foram dedicadas mais de 400 horas de desenvolvimento à melhoria da eficiência operacional e ao apoio à gestão da informação. O resultado foi a padronização de processos internos e o fortalecimento da capacidade analítica do Agrotrace, ampliando o uso prático dos dados no dia a dia da organização.
Por Guillermo Grandini e Bianca Garcia
A LandPrint, agtech voltada à avaliação da qualidade ambiental de propriedades rurais, utiliza dados para apoiar a adoção e o monitoramento de práticas agrícolas regenerativas. Com o avanço da solução e o aumento das interações com diferentes públicos, tornou‑se necessário revisar a forma como a proposta era apresentada ao mercado, buscando maior clareza e alinhamento com o estágio de desenvolvimento do negócio.
Esse contexto foi acompanhado por gestores de comunidade do PwC Agtech Innovation, que atuam próximos às startups para entender suas demandas e identificar possibilidades de apoio dentro do ecossistema. A partir dessa leitura, identificou‑se a oportunidade de uma conexão que contribuísse especificamente para a organização do posicionamento e da comunicação da LandPrint.
Foi nesse cenário que se estruturou a conexão com a Midori, startup que atua no apoio a empresas do agronegócio sustentável em temas relacionados à comunicação e posicionamento de mercado. O entendimento foi de que o modelo de atuação da Midori poderia apoiar a organização da narrativa da LandPrint, sem interferir em sua base técnica.
O trabalho teve como foco o redesenho do plano de go‑to‑market, com atenção à organização das mensagens centrais e à coerência entre solução, discurso e estratégia de mercado. Como resultado, a LandPrint avançou na qualificação de sua comunicação institucional e no alinhamento de sua abordagem comercial, apoiando decisões relevantes em uma fase de consolidação do negócio.