CEOs bem-sucedidos devem ser capazes de identificar riscos imediatos, ao mesmo tempo em que mantêm uma visão estratégica voltada a oportunidades de longo prazo. Essa tensão entre diferentes horizontes de tempo é um tema central da 29ª CEO Survey e se destaca também na indústria de varejo e consumo no Brasil.
No curto prazo, os CEOs do setor demonstram uma acomodação na confiança em relação ao crescimento imediato de suas empresas, enquanto lidam com um conjunto amplo de riscos. Escassez de talentos, instabilidade macroeconômica e inflação aparecem no mesmo patamar de preocupação, seguidos por temas tecnológicos e operacionais.
Questões climáticas também entram na agenda, ainda que com peso menor. Paralelamente, 42% dos CEOs relatam que suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos, em linha com o movimento de reconfiguração econômica global.
Esse cenário exige liderança capaz de articular prioridades de curto e longo prazos com iniciativas de adaptação estratégica. De acordo com a pesquisa, os CEOs brasileiros do setor dedicam 62% do tempo a temas com horizonte inferior a um ano, contra apenas 9% a questões de longo prazo – uma concentração superior ao padrão observado no país (57%).
Resta avaliar se essa alocação de tempo é a mais adequada para sustentar o desempenho e a competitividade no curto e no longo prazo.
58%
42%
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