CEOs bem-sucedidos devem ser capazes de identificar riscos imediatos, ao mesmo tempo que mantêm uma visão estratégica voltada a oportunidades de longo prazo. Essa tensão entre diferentes horizontes de tempo é um tema central da 29ª CEO Survey e se destaca também no segmento de empresas familiares no Brasil.
No curto prazo, os CEOs de empresas familiares no Brasil demonstram confiança moderada no crescimento, enquanto enfrentam múltiplos riscos. A instabilidade macroeconômica lidera as preocupações do segmento, seguida pela inflação, pela disrupção tecnológica e pela escassez de talentos qualificados. Ainda assim, 48% dos líderes afirmam que suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos anos, o que sinaliza um ambiente econômico em transformação.
Liderar nesse contexto exige capacidade de alternar rapidamente entre agendas e horizontes de tempo. Neste segmento, os CEOs brasileiros dedicam 56% do tempo a temas com horizonte inferior a um ano, contra 11% a questões de longo prazo – uma concentração superior ao padrão observado no país (57%).
Resta avaliar se essa alocação de tempo é a mais adequada para sustentar o desempenho e a competitividade no curto e no longo prazo.
30%
48%
52%