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Pesquisa sobre negócios na nuvem

As boas notícias

As lideranças executivas das empresas consideram a nuvem crucial para traçar planos de crescimento e metas operacionais e realizá-los. A expectativa é grande.

A má notícia: poucas empresas estão preparadas para obter da nuvem tudo que ela pode entregar. Essa lacuna entre possibilidade e realidade se reflete claramente na primeira Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. Diante do potencial de transformação da nuvem para as organizações, a pesquisa explora o que ela significa para lideranças executivas de negócios e tecnologia que ocupam sete funções de liderança, entre eles diretor de tecnologia da informação (CIO), diretor de operações (COO) e membros do conselho.

Essa visão multifuncional é essencial para tirar o melhor proveito da nuvem. Os resultados da pesquisa podem ajudar as empresas a identificar as áreas críticas que devem ser trabalhadas para permitir captar mais valor. Ainda há tempo. Estamos nos estágios iniciais de grandes transformações na nuvem que vão acelerar a mudança na maneira de pensar, fazer e inovar em toda a empresa. Afinal, a nuvem não é apenas um local de destino, mas uma estrutura dinâmica que impulsiona a resiliência, a agilidade e a transformação duradoura.

As lideranças empresariais concordam que a nuvem é hoje parte integrante da estratégia corporativa e das operações diárias. Independentemente do lugar que eles ocupam na organização, a nuvem é uma força que une a todos, CEOs, líderes de estratégia, unidades de negócios e funcionais. De fato, ao analisar as 11 dimensões relacionadas à estratégia e implementação da nuvem, as lideranças funcionais se destacam como tomadores de decisão. Como acontece com qualquer decisão de transformação de negócios, as lideranças de toda a empresa desempenham um papel decisivo em relação à nuvem. Por exemplo, decisões sobre investimento na nuvem são compartilhadas pelos membros da alta administração (74% das lideranças executivas estão envolvidas). A participação varia de 88%, no caso dos CIOs, a 62%, para as lideranças de tributos. Nossa pesquisa também indica que o COO vem assumindo um papel fundamental na transformação de negócios e da nuvem em todas as áreas da empresa.

 

Quem lidera a nuvem? Toda a alta administração

Gráfico 1

P: Quais dos seguintes aspectos da transformação na nuvem da sua empresa estão sob sua responsabilidade ou têm seu envolvimento? Responsabilidade pela tomada de decisão ou dono do processo – em conjunto com outros/de forma independente. Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. 15 de junho de 2021. Base: 109 CIOs; 84 CFOs ; 53 lideranças tributárias; 67 COOs; 70 CROs; 84 CHROs; e 57 membros do conselho

 

Entenda a lacuna de valor que há na nuvem – e quatro caminhos para eliminá-la

De diversas maneiras, a nuvem é um fator de impulso fundamental para uma transformação mais ampla dos negócios. Ela ajuda a conectar sistemas, dados, dispositivos e tecnologias emergentes, permitindo que as empresas respondam com mais rapidez, agilidade e inovação. A maioria das lideranças executivas que participou de nossa pesquisa – 92% – afirma que suas empresas estão totalmente na nuvem ou a adotaram em muitas partes do negócio.

A nuvem tornou-se ponto de convergência da alta administração. Embora isso seja positivo – e necessário, caso as empresas não queiram apenas cumprir a estratégia, mas acelerá-la – as lideranças executivas não estão obtendo o valor que esperavam.

Que resultados de negócios eles procuram obter com a nuvem? Em primeiro lugar, maior resiliência e agilidade (34%), melhor tomada de decisão (34%) e inovação em produtos e serviços (33%). No entanto, quando indagados se obtiveram um valor substancial em 12 áreas-alvo, apenas metade das empresas, em média, tinha conseguido.

 

Valor da nuvem: sua empresa está obtendo o retorno que você espera?

Gráfico 2

P. Até o momento, qual dos seguintes resultados de negócios você está tentando alcançar por meio da transformação com nuvem? P. Em que medida você obteve um valor substancial nessas áreas até o momento? Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. 15 de junho de 2021. Base: 524 respondentes

 

Em média, a lacuna de realização de valor é de

53%

entre empresas que buscam resultados de negócios específicos e aquelas que obtêm um valor substancial de seus investimentos

Esse valor não realizado é expressivo e um indício de que há potencial a ser explorado na nuvem para impulsionar a estratégia. As empresas que usam a nuvem como um trampolim para mudar a forma como pensam, operam e fazem negócios ainda podem ter grandes recompensas.

A maioria das lideranças executivas se pergunta onde sua própria empresa se encaixa na escala de valor. Mas há outras questões igualmente importantes: por que os investimentos falham? O que podemos fazer sobre isso?

 

Quatro ações para ajudar a acabar com a lacuna de valor da nuvem

1. Alinhe as opções de estratégia e valor

Nossa pesquisa revela divergências na alta administração quando se trata de definir e quantificar o valor da nuvem. Entre as lideranças executivas, não existe uma definição dominante de valor. Cerca de um quarto relaciona valor com inovação mais rápida, enquanto pouco menos mede valor em termos de melhora da resiliência ou aumento de receita. Analisando pela função, os CIOs e os membros do conselho estão mais focados em inovação (39% e 23%, respectivamente), já os CFOs e os COOs, na melhora da resiliência (25% cada). Embora a nuvem possa e deva entregar valor em muitas dimensões, a diferença de visões sobre valor pode ser reflexo de escolhas estratégicas pouco claras em relação aos investimentos em nuvem. 

Além disso, quase metade dos líderes de negócios (49%) considera a incapacidade de medir o valor uma barreira crítica para obtê-lo. Quase o mesmo percentual de CFOs (48%) diz que não confia em sua capacidade de medir o retorno sobre os investimentos em nuvem.

Lideranças executivas de uma mesma empresa podem ver a evolução da nuvem de forma bastante diferente. Metade dos entrevistados considera sua empresa altamente madura, com a nuvem dimensionada para todo o negócio, talvez porque a nuvem venha sendo usada há anos como software sob demanda e para armazenamento de dados.

Mas essa avaliação muda quando se consultam outras lideranças executivas. Do total 66% das lideranças tributárias dizem que suas empresas estão maduras, enquanto 43% das lideranças de gerenciamento de risco e 50% dos CFOs compartilham essa opinião. Essas lideranças executivas provavelmente estão considerando a maturidade de forma muito diferente e alguns podem não estar totalmente cientes do potencial que a nuvem tem para conduzir a transformação e mudar todos os aspectos da organização.

Agora é a hora das lideranças executivas se unirem em torno de uma definição mais ampla de nuvem e do valor que ela pode proporcionar para impulsionar a transformação dos negócios.

Como as empresas estão medindo o valor da nuvem

Gráfico 3

P: Sua organização mede o valor obtido na nuvem de que forma principalmente? Os totais podem não somar 100% devido a arredondamentos. Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. 15 de junho de 2021. Base: 524 respondentes

 

O que as empresas podem fazer

Desenvolva uma trajetória de valor. Muitas lideranças executivas reconhecem que a nuvem não é somente uma questão de infraestrutura ou de tecnologia. Mesmo assim a estratégia de nuvem da empresa não foi incluída na estratégia de negócios. Para isso, é preciso fazer escolhas sobre como a nuvem ajudará a diferenciar seu negócio – quais recursos digitais e de tecnologia você desenvolverá, os problemas do cliente que você resolverá e o papel que sua empresa desempenha na indústria ou em outros ecossistemas. 

Resumindo, como você pode incorporar recursos de nuvem para permitir a transformação digital de ponta a ponta? Para chegar a essa resposta, o CFO pode liderar junto com o CEO, relatando e compartilhando a trajetória de valor da nuvem na empresa e trabalhando com outras lideranças de negócios para identificar onde a nuvem pode impulsionar melhor a estratégia e desenvolver conjuntamente um plano de investimento.

A mentalidade de transformação da nuvem não tem a ver com tecnologia – ela é caracterizada pelo foco no consumidor, agilidade e capacidade de repensar tudo.

Adote novos modelos mentais. Para realizar o valor da nuvem, é crucial mudar a forma como a organização funciona e a velocidade com que pode fornecer novos produtos, serviços e experiências. É uma questão de produto versus mentalidade de projeto baseada em sprints e resultados. Como aconteceu com as transformações tecnológicas anteriores, a aplicação da nuvem a processos e estruturas existentes produzirá apenas ganhos limitados. As lideranças empresariais devem repensar como o trabalho é feito. Isso se aplica à inovação voltada para mercado e processos internos. Por exemplo, você modernizou sua abordagem de finanças para a nova tecnologia a fim de antecipar e otimizar os gastos ou está apenas replicando a abordagem usada nos sistemas locais?

Equipe estratégica. As lideranças tributárias, especialmente, podem ser peças-chave na abordagem em relação à nuvem, trabalhando em sintonia com o CIO, o CFO e outras lideranças executivas. Considere, por exemplo, a visão deles sobre o uso de créditos fiscais de P&D relacionados à nuvem para compensar o custo do financiamento da inovação. Empresas atingiram uma redução considerável de custos (de 8% a 20%), quando tudo foi devidamente planejado e contabilizado. Entretanto, apenas 38% dos CFOs dizem estar muito confiantes na capacidade de sua empresa de aproveitar os créditos fiscais de P&D para investimentos em nuvem.

 

2. Garanta um lugar na frente na disputa por talentos digitais

Hoje as empresas já enfrentam grandes desafios de talentos, um problema trazido pela transformação digital. A mudança para a nuvem apenas intensificou essa questão. Será necessário todo o poder do alto escalão para lidar com esses impactos em relação a pessoas, podem ter consequências duradouras. Podemos enfrentar um futuro de empresas divididas entre as que têm e as que não têm os talentos necessários para competir. 

A falta de talentos digitais se refere não apenas a especialistas em tecnologia, mas também a empregados e lideranças de negócios com habilidades e mentalidade para prosperar em um mundo baseado na nuvem.

Dessa vez, a divisão provavelmente será mais pronunciada devido à capacidade intrínseca da nuvem de acelerar a inovação e o crescimento. Empresas digitais nativas, incluindo startups de tecnologia e muitas grandes empresas bem estabelecidas, operam dessa forma e são prova da vantagem competitiva da nuvem. Da mesma forma, as empresas que se transformam totalmente por meio da nuvem, sobretudo aquelas que estão desenvolvendo suas estratégias de pessoal, provavelmente ficarão à frente de outras que não adotam uma abordagem holística.

Muitas lideranças empresariais estão começando a se preocupar com essa questão. Em nossa pesquisa, 52% das lideranças executivas citam a falta de talentos em tecnologia – como habilidades em arquitetura de nuvem, segurança cibernética ou DevOps – como uma barreira para obter valor da nuvem. No caso dos COOs e CIOs, esse percentual é ainda maior. As lideranças de negócios (47%) também estão preocupadas com sua capacidade para aprimorar as habilidades de acordo com as novas formas de trabalho que a nuvem exige. Novamente, os COOs e CIOs são os mais preocupados, juntamente com as lideranças tributárias e os CHROs.

 

As preocupações com o talento estão entre as principais barreiras para obter valor da nuvem

Gráfico 4

P: Em que medida as seguintes questões são barreiras para alcançar esse valor? Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. 15 de junho de 2021. Base: 524 respondentes

 

O que as empresas podem fazer

Inicie ou expanda o upskilling digital para todos os empregados. O aprendizado contínuo é necessário para a organização aprimorar continuamente suas capacidades e seu modelo de negócios. Isso começa com o upskilling digital para todos os empregados, algo que muitas empresas implementaram ou estão adotando agora. Seu programa deve incluir habilidades tecnológicas e novas formas de trabalhar, além de criar trilhas de aprendizagem. Precisa também liberar tempo para que as pessoas se envolvam na qualificação, além de fornecer oportunidades para que experimentem novas habilidades relacionadas à nuvem. Como as mudanças nos sistemas e processos de uma empresa têm efeito cascata em todas as áreas e funções de negócios, analise toda a organização de forma abrangente. Por exemplo, você está treinando auditores internos dando a eles capacitação para avaliar novos controles internos ou remediar novos riscos?

Desenvolva programas para cultivar habilidades em nuvem. Em relação a talentos de tecnologia, o upskilling é especialmente importante. Por exemplo, você pode começar oferecendo um treinamento de nuvem projetado como um programa de certificação de fornecedores. Ou considerar outras maneiras de desenvolver uma cultura de aprendizagem, como oferecer oportunidades de mentoria, associando um talento júnior com fortes habilidades básicas em nuvem com um empregado de TI mais experiente que não as têm. Ao mesmo tempo, continue a recrutar talentos em tecnologia experientes, incluindo aqueles com bom conhecimento de inteligência artificial (IA) e outras tecnologias emergentes. Você também pode considerar parceiros terceirizados com profunda experiência técnica para ajudar no aprendizado e desenvolvimento. Esses prestadores de serviços podem fazer parte do seu plano de qualificação – por meio do desenvolvimento de estágios de aprendizagem, por exemplo, para permitir que recursos internos aprendam fazendo o trabalho ao lado de especialistas. 

Faça o upskilling da alta administração. Desenvolver uma compreensão melhor dos negócios em nuvem em sua equipe executiva e entre os membros do conselho também é importante. Isso inclui a compreensão compartilhada dos objetivos de negócios da empresa, saber como a nuvem viabiliza esses objetivos por meio de uma nova mentalidade e como o valor será medido. Essa é uma área em que os CIOs geralmente saem na frente, trabalhando para construir o conhecimento e a confiança de outras lideranças de negócios. Embora sessões didáticas em reuniões de conselho e outros fóruns geralmente façam parte dessa abordagem, pode ser especialmente eficaz para os CIOs trabalharem individualmente com alguns colegas para ajudá-los a relacionar melhor a nuvem à estratégia de negócios. Um programa de qualificação de nível executivo também pode incluir sessões com parceiros externos e provedores de serviços em nuvem.

 

3. Comece cedo a enfrentar os riscos e construir confiança

Os resultados da nossa pesquisa são encorajadores. As lideranças executivas veem a nuvem considerando “o que ela pode fazer” por uma organização em vez de encará-la pelas ameaças que pode apresentar. Apesar disso, 17% dos entrevistados definem a nuvem como um risco de segurança e de negócios que precisa ser tratado e 50% consideram esse risco uma grande barreira para obter valor da nuvem. Essa tem sido uma discussão nos conselhos nos últimos anos. 

Dito de outra forma, migrar dados para fora da organização e depender de serviços em nuvem de terceiros pode aumentar a vulnerabilidade e corroer a confiança dos consumidores, empregados e stakeholders. Por outro lado, a segurança cibernética baseada na nuvem pode fortalecer as defesas de uma empresa e ajudar a acelerar as transformações na nuvem. Por esses motivos, essa é uma área que deve crescer muito e um recurso de nuvem prioritário na lista de desejos de CIOs, CISOs e lideranças de tecnologia.

Em nosso trabalho com os clientes, percebemos que as empresas nem sempre têm uma visão completa de risco e cibersegurança. Isso pode levá-las a uma implementação muito lenta da nuvem, impedindo que obtenham todos os benefícios e evitem custos extras. Esse aspecto foi confirmado em nossa pesquisa. Escassos 17% de CROs e CEOs de auditoria disseram ter sido envolvidos nos projetos de nuvem no estágio de planejamento, muitos entraram na discussão bem mais tarde, durante a coleta de requisitos. 

Ao procurar otimizar seus esforços de nuvem e estabelecer a base para escalá-la, as empresas precisam considerar as questões relacionadas a riscos com antecedência.

 

Muito pouco, muito tarde: segurança cibernética e conformidade costumam ser reflexões posteriores

Gráfico 5

P: Em qual estágio do projeto sua empresa começa a considerar a segurança e a conformidade? Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. 15 de junho de 2021. Base: 70 CROs

 

O que as empresas podem fazer

Confira os compromissos com o cliente. Considere como a mudança para a nuvem afeta suas obrigações de conformidade e compromissos com o cliente. Se você é um provedor de serviços financeiros que agora processa transações via nuvem, por exemplo, existe algum risco novo ou suas ações violam alguma obrigação contratual? Se sua empresa atualmente emite relatórios SOC-1 (controles internos) ou SOC-2 (requisitos de segurança), reavalie o escopo e a abordagem para demonstrar aos clientes que a confiança de que eles desfrutavam em instalações locais pode ser mantida. Além disso, sua equipe de controles internos entende totalmente as responsabilidades compartilhadas que fazem parte do contrato de seu provedor de serviços de nuvem e sabe como avaliar a conformidade dele? Sua equipe considera a confiança um esforço contínuo – pois os provedores de serviços em nuvem atualizam constantemente suas ofertas e adicionam novas funcionalidades, como IA e outras tecnologias emergentes? 

Considerar os aspectos de confiança nos primeiros estágios de uma iniciativa de nuvem também pode ser uma oportunidade para aumentar a confiança dos clientes ou diferenciar produtos e serviços.

Crie confiança em serviços baseados em nuvem. Algumas empresas emitem relatórios de certificação baseados em confiança que podem dar aos consumidores a tranquilidade de saber que um novo produto ou serviço foi completamente revisado e certificado por um terceiro. Essa é uma abordagem que deve ser considerada por 32% das lideranças executivas cujas empresas planejam inovar em produtos e serviços por meio da nuvem nos próximos três anos.

 

4. Avance em seus objetivos ESG com a nuvem

A nuvem pode ser fundamental para acelerar seus esforços relacionados a questões ambientais, sociais e de governança (ESG), temas que acreditamos serem decisivos para o futuro das empresas. Em nossa pesquisa Consumer Intelligence Series on ESG, 75% dos entrevistados indicaram que são mais propensos a comprar ou trabalhar para empresas que compartilham seus valores, e 76% deixariam de se relacionar com empresas que tratam mal empregados, comunidades e o meio ambiente.

À medida que as lideranças de negócios reforçam seu compromisso com temas como mudança climática, descarbonização, diversidade e inclusão, eles avaliam como a tecnologia pode ser utilizada para ajudar a lidar com essas questões, especialmente quanto à transparência e divulgação. Cerca de um terço dos líderes de negócios participantes da pesquisa afirmou entender como a nuvem afeta o E, o S e o G. Um percentual semelhante começa a usar a nuvem para apoiar suas estratégias e relatórios ESG. Os COOs estão especialmente focados, 70% procuram saber como a nuvem pode sustentar sua estratégia ESG ou já a estão utilizando para isso.

 

Lideranças de negócios buscam a nuvem para acelerar a evolução em ESG

Gráfico 6

P: Para cada uma das seguintes proposições, até que ponto sua empresa considera relacionar sua transformação na nuvem com as metas ambientais, sociais e de governança (ESG) de sua empresa? Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. 15 de junho de 2021. Base: 524 respondentes

 

O que as empresas podem fazer

Padronize e automatize os relatórios ESG. Uma das maneiras mais óbvias pelas quais a nuvem pode apoiar o ESG é por meio do gerenciamento e relatórios de dados baseados na nuvem. Isso pode ajudar a automatizar o processo e padronizar os dados, além de dar maior transparência dentro da organização. Muitos dados relativos aos relatórios ESG de uma empresa geralmente estão espalhados por toda a organização – o diretor de sustentabilidade, por exemplo, pode ser o responsável pelos dados sobre as emissões de carbono. No entanto, o CFO começa a assumir um papel de liderança nessa área, estabelecendo métricas e relatórios confiáveis de maneira mais consistente.

Uma forma menos conhecida pela qual a nuvem pode apoiar os esforços ESG tem a ver com a busca para alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050.

Avalie como seu CSP contribui para seus objetivos ambientais. A maioria das empresas reconhece que migrar seus dados para um provedor de serviços em nuvem (CSP, na sigla em inglês) terceirizado pode ajudá-las a reduzir sua pegada de carbono, já que as emissões de uma instalação de dados são normalmente consideradas emissões de nível 1 ou 2. E algumas também estão analisando como incorporar as emissões de seus CSPs em sua estratégia de redução de carbono. O compromisso de reduzir a zero as emissões líquidas, especificamente, levará as empresas a procurar identificar fontes de emissão indireta em sua cadeia de valor (conhecidas como escopo 3), incluindo as de fornecedores físicos e virtuais. Elaborar o relatório de escopo 3 é um empreendimento complicado, com o qual muitas empresas ainda não estão prontas para lidar. Mas se o seu CSP também está progredindo em suas próprias metas ambientais – por exemplo, gerando 40% de sua energia por meio de fontes alternativas – você também se beneficiará e poderá lançar esse progresso em seus próprios relatórios de escopo 3.

Considere também os objetivos cibernéticos e de privacidade. Da mesma forma, a privacidade de dados e a segurança cibernética de uma empresa, frequentemente consideradas parte do componente social ou de governança do ESG, podem ser fortalecidas por meio de um acordo com o CSP. Por exemplo, um CSP pode ter um nível considerável de investimento nessas áreas comparado ao que sua empresa investiu em um data center local.

 

Conclusões

Nossa pesquisa deixa claro que a nuvem será a próxima fronteira competitiva. A lacuna de valor e a falta de retorno de hoje provavelmente não serão nada em comparação com as oportunidades perdidas, caso se deixe para agir somente no futuro. Seja qual for sua função, você tem um papel importante a desempenhar ao lado de seus colegas da alta administração para definir, formatar e realizar a promessa da nuvem. Não se limite a vincular a nuvem a sua estratégia de negócios. Faça dela o agente de mudança que pode garantir seu futuro.

 

Instantâneos setoriais

O setor de produção industrial procura obter valor na nuvem com inovação de produtos e melhora do atendimento ao cliente

O setor de produção industrial seguia em direção à Indústria 4.0 antes do início da Covid-19. A pandemia apertou o botão de avanço rápido, acelerando as tendências digitais, regulatórias, de mercado e força de trabalho que estavam em curso. Com a mudança nas expectativas dos consumidores, o setor está se ajustando rapidamente e adotando cada vez mais uma agenda digital. 

As lideranças executivas do setor de produção industrial reconhecem a importância da nuvem em várias frentes, especialmente para promover rapidamente a inovação de produtos e serviços. Mas eles ainda precisam fazer dela um motor de inovação. Nossa pesquisa indica que, embora 44% das lideranças executivas afirmem que suas empresas estão totalmente na nuvem e a tenham escalado para todo o negócio, o setor está atrás da média geral (50%). 

Apenas 19% das lideranças executivas de produção industrial dizem que a nuvem agregou valor substancial em inovação de produtos e serviços. Isso mostra que, embora eles entendam que precisam da nuvem para capturar diversos tipos de valor (transformações de fábrica inteligente, portfólios crescentes de produtos conectados à Internet das Coisas (IoT), melhoria da experiência do consumidor), ainda é preciso descobrir onde gerar valor em escala. 

As lideranças do setor de produção industrial capturam o valor da nuvem na experiência dos empregados, na inovação de produtos e nos lucros
Gráfico 7

P: Em que medida você obteve valor nessas áreas até o momento? Valor substancial. Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. Base: 141 respondentes

Metade das lideranças executivas do setor de produção industrial afirma que saber medir é a maior barreira para obter valor da nuvem. Para a maioria deles, a nuvem se mantém na periferia do negócio. Apenas um em cada quatro concorda que a nuvem é um ponto central em sua estratégia de negócios e fator crítico para o crescimento da receita (por exemplo, recursos avançados de design de serviços, profundo conhecimento do produto, diferenciação otimizada de carga de trabalho). Essas descobertas sugerem haver um potencial enorme de valor a ser explorado na nuvem, além de simplesmente usá-la para migrar infraestrutura – pode-se, por exemplo, acelerar o desenvolvimento de produtos e utilizar a nuvem na IoT e em serviços de software vinculados a seus produtos. 

Na corrida para desenvolver produtos e serviços mais inteligentes conectados à IoT, algumas lideranças executivas do setor de produção industrial consideram a nuvem um fator-chave.

Quase um terço (29%) dos líderes de produção industrial concorda que a rapidez da inovação e a entrega de novos produtos e serviços digitais são a principal forma de medir valor da nuvem. Mas quando analisamos as respostas de acordo com a função exercida por cada tipo de executivo (nos diversos setores), vemos que não há um alinhamento uniforme sobre o valor da nuvem – CIOs (39%), membros do conselho (23%), COOs (24%) e CFOs (19%). Essa falta de alinhamento pode ajudar a explicar por que as lideranças executivas do setor de produção industrial não estão realizando totalmente o valor da nuvem. 

Quando perguntados, por exemplo, se a nuvem agrega valor substancial à inovação de produtos, 40% dos CIOs em todos os setores dizem que sim, em comparação com apenas 22% dos COOs. Há, portanto, necessidade de fechar essa lacuna de percepção sobre o valor da nuvem que separa alguns líderes (especialmente, CIOs) de outros, incluindo membros do conselho e lideranças tributárias.

De olho no futuro, os CIOs do setor de produção industrial estão priorizando os recursos de nuvem relacionados à segurança cibernética (55% afirmam que estão fazendo isso), o que não surpreende, pois a crescente adoção de tecnologias da IoT industrial, ou IIoT, aumentou o número de possíveis portas para ataques cibernéticos. Transformar a experiência do consumidor também está na mira: um terço das lideranças executivas do setor de produção industrial espera que a tecnologia de nuvem proporcione uma melhor experiência para o consumidor. Na verdade, a nuvem provavelmente será essencial para as empresas do setor, que procuram digitalizar a experiência do consumidor criando (ou expandindo) rapidamente suas plataformas de e-commerce B2B e B2C nos próximos três anos.

Empresas voltadas para o consumidor procuram aumentar a receita com a nuvem

As empresas voltadas para o consumidor – que estão entre as mais atingidas pela pandemia e suas consequências econômicas – enfrentam agora o desafio de restabelecer o crescimento de receita e sustentar novos fluxos. Para isso, elas apostam em transformações digitais baseadas na nuvem. As lideranças executivas de mercados de consumo que participaram de nossa pesquisa tendem muito mais do que seus colegas de outros setores a medir o valor da nuvem com base no crescimento de receita (34% contra 19%). O foco é apropriado, já que o maior potencial da nuvem para empresas desse setor pode servir justamente para atender clientes em novos canais, proporcionando mais conveniência e gerando fidelidade à marca e jornadas mais frequentes.

Mas a mudança leva tempo. Apenas 11% das empresas de mercados de consumo relataram obter um valor substancial com o uso de soluções em nuvem para aumentar os lucros e 6% afirmam o mesmo sobre o uso da nuvem para impulsionar a inovação. A maior conquista da nuvem até agora foi melhorar a resiliência e a agilidade, um objetivo de negócio oportuno em tempos de pandemia – 19% das lideranças executivas do setor perceberam um valor substancial nesse aspecto, contra 16% na média geral de todos os setores.

Como as empresas de mercado consumidor medem valor
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P: Como sua organização está medindo o valor obtido com a nuvem? Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. 15 de junho de 2021. Total de respondentes: 524 (130 de mercado de consumo)

O que impede as empresas de mercado de consumo de transformar soluções em nuvem em aumento de resultados financeiros e inovação consistente? As duas principais barreiras relatadas são a falta de alinhamento e de clareza sobre as funções e responsabilidades relacionadas à responsabilidade pela nuvem (68%, contra 48% das indústrias em geral), além da falta de talentos em tecnologia (68%, contra 51%). Outros obstáculos incluem governança, métrica de valor e engajamento dos stakeholders.

Esses obstáculos apontam para um desafio comum da nuvem para empresas de mercados de consumo. A aquisição de novos recursos de nuvem pode ser rápida e parecer mais fácil do que desafios anteriores, como construir um novo data center, transformar o engajamento do consumidor ou implantar recursos de e-commerce ou de gerenciamento de pedidos. Mas essa aparente facilidade talvez leve a soluções de nuvem redundantes, aumento de custos e complexidade de integração, que, em conjunto, podem comprometer as operações ou deixar de agregar valor.

Na verdade, a nuvem requer uma transformação mais ampla com novas métricas, governança e estruturas organizacionais. Quando bem feitas, essas medidas podem engajar e alinhar as lideranças executivas, atrair talentos em tecnologia e ajudar a empresa a escolher soluções de nuvem que realmente apoiem o crescimento da receita.

Empresas de serviços financeiros embarcam na nuvem, mas o valor não é claro

O setor de serviços financeiros há muito tempo é um dos mais inovadores no que diz respeito a aplicar tecnologia a oportunidades de mercado e solução de problemas. Muitos no setor usam a nuvem como parte fundamental da transformação digital.

Quando solicitados a descrever como sua organização vê a nuvem, 38% das lideranças executivas de serviços financeiros disseram que ela é fundamental para sua estratégia de negócios e crítica para o aumento da receita –  28% é a média de todos os setores. Esse destaque dado à nuvem como um meio para obter vantagem estratégica indica que sua utilidade vai além da economia de custos e do aumento da produtividade e aponta para novos recursos e novos modelos de negócios.

Empresas de serviços financeiros consideram a nuvem um fator impulsionador de receita
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P: Selecione o que melhor descreve como sua organização vê a nuvem. Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. Base: 90 respondentes

Quase todos os nossos entrevistados de serviços financeiros (92%) consideram a maturidade da nuvem de sua empresa alta (está presente em toda a empresa) ou média (adotou a nuvem em muitas partes da empresa). E 94% das empresas de serviços financeiros usam mais de um provedor de serviços em nuvem –  média de todos os setores é 71%.

No entanto, apesar do forte envolvimento com a nuvem, muitas empresas de serviços financeiros indicam que não estão obtendo um valor substancial com ela. O percentual de respondentes do setor que consideram a nuvem capaz de aprimorar a experiência dos empregados, aumentar os lucros e melhorar a retenção e o recrutamento de talentos ficou abaixo da média de todos os setores.

O que impede as empresas financeiras de obter mais valor? Um dos maiores problemas talvez seja que a maioria não mudou as métricas para apurar os novos benefícios possibilitados pela mudança para a nuvem. Alcançar todos os benefícios da transformação da nuvem requer mudanças em toda a organização, em termos de cultura, modelos operacionais, talento e habilidades. O que permanece é o foco no consumidor e nos resultados do negócio. 

A nuvem oferece a oportunidade de inovação mais rápida, escalabilidade, insights baseados em dados e parcerias exclusivas que, quando ancoradas na estratégia de negócios, podem gerar produtos, serviços e experiências impressionantes para o consumidor.

Empresas TMT na rotar para gerar valor com a inovação na nuvem

Empresas de tecnologia, mídia e telecomunicações (TMT) estão usando soluções em nuvem para construir as bases do crescimento de longo prazo. Mais do que as empresas de outros setores, nossa pesquisa mostra que as de TMT obtêm um valor substancial na nuvem com a tomada de decisões baseadas em dados. Ao lado do setor de saúde, as empresas de TMT também são mais propensas a conseguir retornos significativos em inovação de produtos e serviços. 

Gerando valor na nuvem com decisões baseadas em dados e inovação
cloud survey graph

P: Até que ponto você obteve valor nessas áreas até o momento? Valor substancial. Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. 15 de junho de 2021. Total: 524 respondentes (82 líderes de TMT)

Esse sucesso reflete as prioridades da indústria de TMT para a nuvem. Muitas lideranças executivas do setor (não apenas alguns hiperescaladores de nuvem) foram os primeiros a identificar o potencial das soluções em nuvem para transformar as linhas de negócios existentes e criar outras. 

Como acontece com qualquer tecnologia transformadora, no entanto, o desafio é extrair o maior valor possível. Embora as empresas de TMT estejam à frente em relação a muitos setores, elas encontram alguns obstáculos. A principal barreira que as lideranças executivas de TMT citam é a má integração com os sistemas e dados existentes (50%), seguida por desafios de governança (47%), segurança cibernética e questões de privacidade (43%), falta de qualificação (40%) e falta de talento (39%).

A nuvem transforma a maneira como toda a empresa opera, o que torna os desafios de integração e governança comuns

As principais prioridades de nuvem para empresas de TMT são inteligência artificial e nuvem híbrida (ambas citadas por 41% dos CIOs de TMT), sendo necessário aperfeiçoar a integração e a cibersegurança específica para nuvem

A escassez de competências não vai desaparecer e pode criar o próximo fosso digital. As empresas que não dão atenção à escassez de competências tecnológicas e ao impacto provocado pela forma como as pessoas realizam seu trabalho podem acabar do lado errado desse fosso. Ainda assim, apenas um pouco mais da metade das lideranças executivas de TMT (55%) relata ter programas de aprimoramento capazes de desenvolver as competências necessárias relacionadas à nuvem, e apenas 11% estão obtendo grande sucesso para reter e recrutar talentos usando a nuvem.

Para o futuro, a expectativa é que o sucesso da nuvem continue baseado em uma abordagem que priorize os negócios, com soluções em nuvem para fluxos de receita digital, maneiras mais inteligentes de trabalhar, experiência excepcional do consumidor e mais sinergias de transações.

Indústrias de saúde buscam resiliência por meio da transformação na nuvem após a pandemia

Entre todos os setores abordados em nossa pesquisa, as lideranças de saúde são as que mais aderiram à nuvem. Ao todo, 61% afirmaram que suas organizações estão totalmente na nuvem e a estenderam a todas suas operações – nos outros setores são 50%. No entanto, dadas as amplas possibilidades que a nuvem apresenta para ajudar as empresas de saúde a construir uma infraestrutura mais resiliente ou transformar a experiência do consumidor, mesmo aquelas organizações que adotaram a nuvem integralmente, provavelmente ainda têm espaço para avançar.

Qual o principal foco das estratégias de nuvem dos líderes de saúde? Melhorar a experiência do consumidor. Essa foi a opção apontada por 42% – em comparação com 29% das lideranças de todos os setores. Sistemas de saúde, seguradoras e empresas farmacêuticas e de biociências estão empenhados em aproveitar as lições aprendidas com a explosão da saúde virtual e digital gerada pela pandemia, para fazer ajustes e aprimorar o atendimento digital e presencial. 

Com a nuvem, elas percebem a oportunidade de oferecer aos pacientes e suas famílias ferramentas e aplicativos mais intuitivos, que permitam conexões digitais omni-channel com equipes clínicas durante o tratamento e também com recursos importantes do sistema de saúde, como testes clínicos. As lideranças do setor também estão apostando em ferramentas na nuvem que reúnem dados de fontes diferentes para apoiar a tomada de decisões clínicas. Como todos estamos acostumados a usar aplicativos diariamente para tudo, desde entrega de comida a monitoramento de passos, as organizações de saúde que não incorporarem esses novos recursos poderão ficar para trás.

Os líderes da área de saúde consideram primordial aproveitar a nuvem para melhorar a experiência do consumidor
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P: Até o momento, qual dos seguintes resultados de negócios você está tentando alcançar por meio da transformação na nuvem? Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. Total 524 respondentes (lideranças do setor de saúde: 38)

Mas existem barreiras. Os ataques de ransomware custaram ao setor US$ 20,8 bilhões em tempo de inatividade em 2020. Foi também o ano que registrou a maioria dos ataques de ransomware a provedores de saúde nos últimos cinco anos. A segurança cibernética, portanto, continua sendo prioridade para as organizações de saúde. As lideranças de saúde apontam a segurança cibernética e a privacidade como as duas principais barreiras para obter valor por meio de sua estratégia de nuvem. 

Se por um lado os reguladores empurram a indústria para a interoperabilidade, forçando mais compartilhamento de dados entre consumidores e provedores do que nunca e permitindo que os pacientes acessem diretamente seus registros de saúde em smartphones, por outo as lideranças do setor consideram a falta de integração com os sistemas existentes uma barreira para obter valor por meio da nuvem. No total, 39% identificam essa questão como uma barreira extrema no setor de saúde – na média de todos os setores são apenas 23%.

Empresas de energia e utilities apostam na nuvem para impulsionar a inovação, a resiliência e as estratégias ESG

As empresas de energia e utilities apostam na nuvem para impulsionar a inovação e a estratégia de negócios, mas ainda não conseguiram explorar todo o potencial que ela tem a oferecer. Perguntados sobre qual é a visão de nuvem de sua organização, 31% dos entrevistados do setor que participaram da Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos dizem que ela é uma plataforma para inovação, inclusive para desenvolver novos produtos, serviços ou recursos.

Quase o mesmo percentual (29%) considera a nuvem um componente central de sua estratégia de negócios e um fator crítico para o crescimento da receita. Aproximadamente metade (46%) diz que sua organização atingiu um nível alto na curva de maturidade da nuvem e adotou essa tecnologia por toda a empresa, para usá-la em design de serviços avançados, obter profundo conhecimento de produtos e diferenciação otimizada de carga de trabalho. 

Essas conclusões sugerem que, embora muitas empresas de energia e utilities tenham feito progressos notáveis com a nuvem, algumas ainda precisam torná-la o DNA da estratégia organizacional para produtos e serviços baseados em nuvem e iniciativas que ajudem a aumentar a agilidade e a receita.

O setor também está encontrando barreiras. Curiosamente, embora a preocupação com ataques cibernéticos contra a infraestrutura crítica dos Estados Unidos tenha aumentado, apenas 9% concordaram que a nuvem cria riscos de segurança e de negócios que precisam ser abordados. Ao mesmo tempo, 40% das lideranças executivas citaram questões de cibersegurança e privacidade como uma barreira para obter valor da nuvem.

Mais da metade (57%) dos entrevistados do setor de energia e utilities concorda que a falta de talento em tecnologia atrapalha seus esforços para obter valor da nuvem.

Mas as opiniões diferem dependendo da função executiva. Em todos os setores, 58% dos CIOs e 60% dos COOs dizem que a falta de talento em tecnologia é uma barreira para obter valor da nuvem, enquanto apenas 28% dos membros do conselho e 37% dos CFOs concordam com essa afirmação. Essa desconexão pode estar impedindo algumas empresas de energia e utilities de gerar mais valor com a nuvem. 

Nos próximos três anos, 43% das empresas do setor esperam que a nuvem impulsione a inovação de produtos e serviços (32%, considerando todos os setores). Isso pode incluir a permissão para que trabalhadores de campo acessem dados de manutenção e reparo baseados na nuvem e a dados de consumo de energia acessíveis aos consumidores. O setor também espera que a nuvem melhore a experiência do consumidor (31%) e garanta a continuidade dos negócios (31%).

Onde as empresas de energia e utilities concentram seus esforços na nuvem
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P: Nos próximos três anos, que resultados de negócios serão mais impulsionados pelo uso de tecnologias de nuvem? Fonte: Cloud Business Survey da PwC Estados Unidos. Base: 35 respondentes

Sobre a pesquisa

Entre 5 e 12 de maio de 2021, a PwC entrevistou 524 lideranças executivas dos Estados Unidos, incluindo CIOs, CTOs, CISOs e lideranças de tecnologia (21%); CFOs e lideranças financeiras (16%); CHROs e lideranças de capital humano (16%); lideranças de gestão de risco, incluindo CROs e CAEs (13%); COOs e lideranças de operações (13%); membros do conselho corporativo (11%); e lideranças tributárias (10%). Os respondentes eram de empresas de capital aberto ou fechado em seis setores: produtos industriais (27%); mercados de consumo (25%); serviços financeiros (17%); tecnologia, mídia e telecomunicações (16%); saúde (7%); e energia e utilities (7%). No total, 93% dos entrevistados eram de empresas integrantes do ranking Fortune 1000.

Contatos

Rodrigo Deus

Sócio, PwC Brasil

Tel: 11999274537

David Morrell

Sócio, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 2000

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