Pesquisa Global Digital Trust Insights 2026

Novo mundo, novas regras: cibersegurança em tempos de incertezas

Pesquisa Global Digital Trust Insights 2026
  • Março 13, 2026

Mudanças geopolíticas aceleradas e avanços tecnológicos exponenciais ampliam riscos cibernéticos e pressionam as estratégias das empresas. Na era pós-globalização – com alianças fragmentadas, instituições enfraquecidas e cadeias de suprimentos instáveis – surgem ameaças mais complexas, muitas patrocinadas por governos. Ao mesmo tempo, a tecnologia amplia os pontos de exposição.

Diante dessa incerteza, os executivos reavaliam competências, talentos, tecnologias e até onde e com quem operar. A Pesquisa Global Digital Trust Insights 2026 da PwC, com mais de 3.800 executivos em 72 países, mostra como as empresas estão respondendo a esses desafios, onde falham e o que podem fazer para se fortalecer.


O risco geopolítico está redefinindo as estratégias

Quase 70% dos líderes de negócios e de tecnologia brasileiros classificam o investimento para se proteger de riscos cibernéticos como uma de suas três prioridades estratégicas, devido às incertezas geopolíticas. Globalmente, o percentual é de 60%.

Mudanças na estratégia cibernética em resposta ao atual cenário geopolítico

Pergunta: Nos próximos 12 meses, quais das seguintes áreas da estratégia cibernética da sua empresa devem mudar em resposta ao cenário geopolítico atual? (% dos que citaram a opção entre as três mais relevantes)


Brasil
Mundo

Ampliação no investimento em risco cibernético
%
%
Mudança em políticas comerciais e operacionais
%
%
Mudança na localização de infraestrutura crítica
%
%
Mudança nas apólices de seguro cibernético
%
%
Redefinição dos locais de atuação
%
%
Mudança em fornecedores
%
%
Sem mudanças significativas
%
%
Não sabe
%
%

Base: todos os respondentes. Global = 3.887 | Brasil = 125.
Fonte: Pesquisa Global Digital Trust Insights 2026

A resiliência ainda está em construção

No cenário geopolítico atual, cerca de metade das lideranças no Brasil diz que sua empresa é, no máximo, “razoavelmente capaz” de resistir a ataques que explorem vulnerabilidades específicas. Somente 6% dos respondentes globais se dizem confiantes em relação a todas as vulnerabilidades.


À espera de ameaças iminentes

Menos de 30% das empresas brasileiras e globais investem mais em medidas proativas (monitoramento, avaliações, testes e controles) do que em medidas reativas (respostas a incidentes, multas e recuperação), o que seria o cenário ideal. A maioria (62% no Brasil e 67% no mundo), no entanto, ainda divide o investimento de forma equilibrada, o que pode ser mais caro e arriscado.

Onde se gasta: reação ou prevenção

Pergunta: Sua empresa está investindo mais em medidas reativas ou proativas de segurança cibernética?


Agentes de inteligência artificial (IA) para segurança cibernética

A IA agêntica figura entre os principais recursos de segurança em IA que as organizações estão priorizando para os próximos 12 meses tanto no Brasil quanto no mundo. Seu plano é usar esses agentes inteligentes para reforçar a segurança em nuvem e a proteção de dados, além de apoiar as operações e a defesa cibernética.


A era quântica se aproxima

A computação quântica está entre as maiores ameaças para as quais as empresas se sentem menos preparadas no Brasil e no mundo. Menos de 10% priorizam essa área em seu orçamento e apenas 3% implementaram todas as medidas de segurança pós-quântica necessárias.


Repensando a crise de talentos na cibersegurança

A escassez de competências técnicas permanece como uma das maiores barreiras ao progresso da segurança cibernética. Quase 70% dos líderes brasileiros (53% no mundo) estão priorizando IA e ferramentas de aprendizado de máquina para suprir deficiências de capacidade. Já os serviços gerenciados especializados se consolidam como um vetor estratégico de expansão e expertise.

Encarar esse momento exige urgência, criatividade e novas abordagens. Neste relatório, traduzimos as descobertas da pesquisa deste ano em passos práticos para ajudar os stakeholders a fortalecer suas bases de segurança e implementar medidas eficientes, prontas para o tempo em que vivemos.

Desafios para implementar IA na defesa cibernética

Pergunta: Quais foram os maiores desafios internos da sua empresa para implementar a IA na defesa cibernética nos últimos 12 meses? (% dos que citaram a opção entre as três mais relevantes)


Brasil
Mundo

Desafios da insuficiência de talentos

Conhecimento insuficiente sobre como aplicar IA na defesa cibernética
%
%
Insuficiência de competências técnicas relevantes
%
%

Apetite a risco para uso de IA é pouco claro
%
%
Liderança não tem clareza sobre o valor da IA para defesa cibernética
%
%
Não há uma liderança executiva clara responsável pela IA na cibersegurança
%
%
IA não é prioridade no orçamento de cibersegurança
%
%
Nenhum: sem desafios internos para adotar a IA na defesa cibernética
%
%
Não sabe
%
%
Outros
%
%

Base: líderes de segurança, CEOs, CFOs, diretores financeiros, COOs e diretores de operações.
Global = 2.764 | Brasil = 95.
Fonte: Pesquisa Global Digital Trust Insights 2026

“Cada vez mais, a cibersegurança passa a orientar escolhas estratégicas sobre onde operar, com quem se conectar e como se proteger. Empresas maduras já entenderam que o desafio não está só na escassez de talentos, mas na velocidade com que conseguem decidir e agir em um ambiente cada vez menos previsível.”

Eduardo Batista,sócio e líder da prática de Risk Services

Pesquisa Global Digital Trust Insights 2026

Baixe o relatório completo

(PDF of 5.7MB)

Contatos

Eduardo  Batista

Eduardo Batista

Sócio e líder da prática de Risk Services, PwC Brasil

Siga a PwC Brasil nas redes sociais