Produtividade e gênero: a chave para solucionar o problema de crescimento

Women in Work Index 2025

Women in Work Index 2025
  • Janeiro 15, 2026

Chegamos ao marco do 12º aniversário do índice Women in Work da PwC, que monitora o desempenho dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com base em cinco indicadores-chave de diversidade de gênero.

Os resultados deste ano mostram avanços promissores: desde 2011, a pontuação média dos países da OCDE aumentou 13 pontos, alcançando 69. Esse progresso tem sido impulsionado, sobretudo, pela maior inserção das mulheres no mercado de trabalho e pela redução da diferença salarial entre homens e mulheres. 

No entanto, apesar desses avanços, o ritmo da mudança continua lento. Os dados mais recentes indicam que será necessário quase meio século para eliminar a desigualdade de gênero entre os países da OCDE.

0,3%

Aumento médio anual da produtividade no Reino Unido devido à maior participação feminina (2011–2023).

£ 43,5 bi

Aumento estimado no PIB do Reino Unido até 2030 caso as taxas de participação feminina continuem crescendo no mesmo ritmo.

72,7%

Taxa de participação feminina na força de trabalho em 2023, acima dos 72,1% do ano anterior.

0,4 p.p.

Queda na diferença salarial entre os gêneros, de 13,5% para 13,1%.

Islândia lidera o índice deste ano

A Islândia ocupa o primeiro lugar no índice, seguida por Nova Zelândia e por Luxemburgo. Os cinco países no topo em 2022 continuam entre os cinco primeiros em 2023, embora a ordem tenha mudado.

O forte desempenho da Islândia (subindo três posições em relação ao relatório do ano passado) foi impulsionado por melhorias na diferença salarial, na taxa de desemprego feminino e na taxa de emprego feminino em tempo integral. A Islândia continua a ter a maior taxa de participação feminina entre os países da OCDE.

Já a Irlanda apresentou a maior evolução no ranking, subindo seis posições – do 12º lugar em 2022 para o 6º em 2023 – impulsionada por um aumento de 4,1 pontos na sua pontuação. Essa melhora resultou de avanços em quase todos os indicadores, exceto na taxa de emprego feminina em tempo integral. Um destaque importante foi a redução da diferença salarial, que caiu de 6,7% para 3,7% em 2023.

Israel registrou a maior queda, descendo quatro posições. Chile, Coreia e México ficaram nas últimas posições do índice. Apesar das colocações mais baixas, todos os três países melhoraram sua pontuação geral no último ano, com destaque para a redução das taxas de desemprego feminino na Coreia e no México, e a melhora na diferença de taxa de participação no Chile.

Desempenho do Reino Unido

A atualização do índice deste ano revelou uma nova queda do Reino Unido, que passou para a 18ª posição – mesmo com avanços em dois indicadores-chave: a redução da diferença salarial entre homens e mulheres e o aumento da taxa de participação feminina na força de trabalho.

Diante do lento progresso e da crescente necessidade de dados que evidenciem os benefícios da equidade de gênero, nosso artigo especial quantifica o impacto da maior participação feminina sobre a produtividade.

Os resultados revelam que, desde 2011, esse aumento tem agregado à economia do Reino Unido impressionantes £ 6,2 bilhões (cerca de R$ 46 bilhões em valores atuais) por ano, com efeitos positivos semelhantes observados nas médias da OCDE e do G7.

Diante desses dados, a urgência de manter e ampliar os esforços pela igualdade de gênero no ambiente de trabalho torna-se ainda mais evidente. As mulheres representam uma parcela cada vez mais significativa da população global, e sua sub-representação e desvantagem no mercado de trabalho não são apenas injustas – são economicamente contraproducentes.

“O relatório deste ano reforça que promover a equidade de gênero no ambiente de trabalho é fundamental não apenas para impulsionar o crescimento do PIB, mas também para construir um futuro mais justo e sustentável. Com o envelhecimento populacional e a escassez de mão de obra, aumentar a participação feminina é essencial para sustentar crescimento e inovação. Ambientes diversos melhoram a alocação de talentos e reduzem riscos de estagnação, fortalecendo a resiliência das empresas diante da transformação digital e de mudanças socioeconômicas. As lideranças têm papel fundamental nessa evolução.”

Camila Cinquetti,sócia da PwC Brasil

Women in Work 2025

Baixe o relatório completo

(PDF of 7.09MB)

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Camila Cinquetti

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Lia Fonseca

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