Skip to content Skip to footer
Search
br

Loading Results

Como as organizações de saúde podem incorporar as prioridades ESG

O que é certo para o mundo é bom para os negócios

Provedores de serviços, operadoras e seguradoras de saúde e organizações farmacêuticas e de biociências adotaram historicamente o pilar social dos esforços ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), cuidando de pacientes e criando medicamentos, vacinas e dispositivos que melhoram a saúde das pessoas e salvam vidas. O Health Research Institute (HRI), da PwC, analisou as iniciativas ESG de 45 sistemas de saúde e seguradoras e de 32 empresas farmacêuticas e de biociências e descobriu que as organizações de saúde podem obter benefícios adicionais ao incorporar também um enfoque ambiental e de governança em sua estratégia geral.

ESG para provedores, operadoras e seguradoras

ESG para organizações farmacêuticas e de biociências

Que medidas as organizações de saúde estão tomando em relação aos fatores ESG?

Organizações de saúde com e sem fins lucrativos têm motivações, públicos e requisitos de divulgação diferentes quando o assunto é ESG. Mas todas atendem a comunidades que estão cada vez mais conscientes de como devem ser as organizações socialmente responsáveis. Além disso, órgãos governamentais, reguladores, investidores e consumidores têm mais expectativas em relação a práticas comerciais responsáveis. Provedores de serviços, operadoras e seguradoras de saúde têm amplas oportunidades de se diferenciar melhorando seus relatos e divulgações sobre ESG e de construir confiança na relação com as comunidades que atendem, os investidores, doadores e outros stakeholders.

Ambiental: pequenos avanços podem agregar valor

Enquanto operadoras, seguradoras, hospitais e centros médicos acadêmicos buscam há algum tempo a liderança em energia e design ambiental (LEED, na sigla em inglês) e iniciativas de construção verde, algumas organizações têm feito mudanças de impacto ambiental em suas operações, desde usar embalagens compostáveis de cafeteria até repensar formas de reduzir o impacto ambiental de insumos usados na prestação de cuidados.

Social: partindo para a ação

Muitas organizações de saúde servem como um alicerce comunitário de empregos e iniciativas para melhorar a saúde. Algumas se concentraram em calcular os resultados de seus programas para vincular mais diretamente seus esforços ao impacto social. Várias têm iniciativas internas em andamento relacionadas a melhoria da diversidade e transparência do conselho, aprimoramento de programas de diversidade e inclusão para sua força de trabalho, requalificação da equipe e reforço das iniciativas de segurança no local de trabalho.

Governança e relatórios: a liderança dá o tom

Para divulgar seus esforços ESG, as organizações de saúde usam uma variedade de métodos, como relatórios de sustentabilidade corporativa e avaliações das necessidades de saúde da comunidade. Mas é no pilar da governança que há mais espaço para crescimento, pois poucas organizações divulgam atividades nessa área, envolvendo, por exemplo, estrutura do conselho, equidade de pagamento e políticas para prevenir fraudes e violações éticas. A exposição a fraudes ou violações éticas podem gerar multas pesadas, ações judiciais ou danos à reputação das organizações de saúde. Dispor de estratégias sólidas de governança pode ajudar a preservar a marca e reduzir os riscos.

Implicações ESG: organizações de assistência à saúde

Incorpore os fatores ESG a sua estratégia e propósito. Muitas organizações de saúde têm a oportunidade de ir além dos comunicados à imprensa para desenvolver esforços ESG relevantes em todo o negócio – como cadeias de suprimentos, pegadas ambientais, esforços de recrutamento e composição da liderança executiva. Como deveria acontecer com qualquer estratégia ESG, essas medidas já precisam estar alinhadas com a missão geral das organizações de melhorar a saúde da comunidade. Ter uma consciência pública mais ampla sobre sustentabilidade e responsabilidade corporativa significa que as organizações podem se diferenciar agindo desde o início para traçar estratégias ESG que melhorem sua reputação com clientes, empregados, investidores e analistas. Os fatores ESG são essenciais para captar oportunidades e agir proativamente em relação às vulnerabilidades.

Quantifique a transparência e a prestação de contas. Algumas organizações de saúde podem fazer avanços gigantescos em suas divulgações ESG medindo e quantificando melhor o que realizam nessas áreas, para assegurar que compartilham o valor que já estão criando para a sociedade. É possível que isso exija novos processos para capturar dados ou trabalho com terceiros, mas as lideranças de saúde podem usar táticas comprovadas e tecnologias mais inteligentes para identificar, medir e manter seus negócios alinhados aos princípios ESG. Alguns já começaram a expandir seus esforços de coleta de dados para informar melhor sobre as desigualdades raciais de cunho social nos resultados e sobre as medidas que estão tomando para solucioná-las. As organizações de saúde podem adotar uma abordagem proativa para contar sua história a empregados, clientes, acionistas, fornecedores e outros stakeholders usando essas métricas e divulgações confiáveis.


Crie um plano prático de ação. Criar valor e impacto com base em princípios ESG significa vê-los como algo mais do que uma obrigação. É desenvolver um plano tangível e prático de ação. Isso exige que as pessoas e a tecnologia trabalhem juntas para que as empresas possam enxergar melhor, aprofundar-se e agir mais rapidamente para fazer mudanças impulsionadas por ESG em suas operações, cadeia de valor e organização. Provedores de serviços, operadoras e seguradoras de saúde podem avaliar como operar todo o negócio com mais eficiência – desde o uso de eletricidade até viagens – e dar os primeiros passos em novas áreas, para avançar em relação a suas metas ESG com mais eficácia em cada um dos três pilares.

Que medidas as empresas farmacêuticas e de biociências estão tomando em relação ao ESG?

Este pode ser o momento ideal para as empresas farmacêuticas e de biociências adotarem uma estratégia ESG mais abrangente. Órgãos governamentais, reguladores, investidores e consumidores ampliaram suas expectativas em relação a práticas comerciais responsáveis. Os princípios ESG devem ser incorporados em todo o negócio por meio de um plano de ação, pois o desempenho ESG de uma empresa pode ser um bom indicador de seu sucesso futuro. Planos ESG aprofundados também podem criar uma vantagem em termos de custos quando medidas de sustentabilidade são incorporadas ao desenvolvimento de produtos, por exemplo, com o uso da química verde.

Ambiental: potencial abundante

A análise feita pelo HRI de relatórios de sustentabilidade de 32 empresas farmacêuticas e de biociências revelou que a maioria informa emissões de CO2 e estabelece metas sobre quando espera se tornar neutra em carbono. O pilar ambiental oferece mais oportunidades para as empresas farmacêuticas e de biociências avançarem no sentido de alinhar o ESG com as estratégias de negócio de muitos fabricantes. Além disso, a produção farmacêutica é um processo que faz uso intensivo de água, criando oportunidade para as empresas considerarem inovações destinadas a reduzir o uso e o desperdício de água e diminuírem suas pegadas de carbono. Quanto aos distribuidores, a análise dos relatórios de sustentabilidade e responsabilidade corporativa feito pelo HRI revelou que muitos esforços ambientais estão focados na eficiência de combustível e na otimização de rotas para mitigar o impacto ambiental do transporte.

Social: partindo para ação

Para as empresas farmacêuticas, uma meta lógica no pilar social é a diversidade de participantes em ensaios clínicos. Quando as empresas que desenvolvem novos tratamentos elaboram ensaios clínicos e decidem onde lançá-los, elas na verdade criam o universo de pacientes que podem se beneficiar das terapias. Se os possíveis tratamentos medicamentosos não forem testados nos indivíduos mais afetados pela doença (aqueles com maior probabilidade de se beneficiarem dos medicamentos após a aprovação), o acesso dessas pessoas aos cuidados de saúde ficará comprometido. A análise feita pelo HRI sobre comunicados à imprensa e relatórios de sustentabilidade de empresas de biociências revelou que algumas delas estão fazendo progressos para incluir a diversidade nos ensaios clínicos.

A segurança dos produtos é outra área em que as empresas podem gerar benefícios sociais. Uma possibilidade: tomar medidas proativas para ajudar a garantir que os medicamentos e dispositivos sejam usados corretamente nos pacientes certos, no momento certo. As inadequações da cadeia de abastecimento de dispositivos e outros produtos médicos foram evidenciadas durante a pandemia de Covid-19. As empresas agora têm a oportunidade de abordar essas questões e, ao mesmo tempo, melhorar algumas métricas sociais dos relatórios ESG.

 

Governança e relatórios: a liderança dá o tom

Um desafio para as empresas farmacêuticas e de biociências é definir um framework de relatório. É muito comum que um único framework não atenda às suas necessidades específicas. Uma análise do HRI sobre frameworks de relatórios ESG de 32 empresas farmacêuticas e de biociências revelou que 25% usavam uma combinação de dois modelos: Global Reporting Initiative (GRI) e Sustainability Accounting Standards Board (Sasb). Ao selecionar um framework, as empresas devem avaliar as métricas com as quais faz mais sentido elas se comprometerem publicamente, divulgando-as em seus relatórios. Essas decisões podem depender de quais fatores são mais relevantes para seus negócios e quais tipos de stakeholders estão mais interessados nos resultados (por exemplo, investidores ou reguladores).

Implicações ESG: empresas farmacêuticas e de biociências

Incorpore os fatores ESG a sua estratégia e propósito. Muitas organizações de saúde têm a oportunidade de ir além do lugar comum para desenvolver esforços ESG com foco em ações em todo o negócio – como cadeias de suprimentos, pegadas ambientais, diversidade de ensaios clínicos e composição da liderança executiva. Como deveria acontecer com qualquer estratégia ESG, essas medidas já precisam estar alinhadas com a missão geral das organizações de melhorar a saúde da comunidade. Ter uma consciência pública mais ampla sobre sustentabilidade e responsabilidade corporativa significa que as organizações podem se diferenciar agindo desde o início para traçar estratégias ESG que melhorem sua reputação com clientes, empregados, investidores e analistas. Os fatores ESG são essenciais para captar oportunidades e agir proativamente em relação às vulnerabilidades.

Quantifique a transparência e a prestação de contas. Algumas organizações de saúde podem fazer avanços gigantescos em suas divulgações ESG medindo, quantificando e comunicando melhor o que realizam nessas áreas, para assegurar que compartilham o valor que já estão criando para a sociedade. É possível que isso exija novos processos para capturar dados ou trabalho com terceiros, mas as lideranças de saúde podem usar táticas comprovadas e tecnologias mais inteligentes para identificar, medir e manter seus negócios alinhados aos princípios ESG. As empresas podem adotar uma abordagem proativa para contar sua história a empregados, clientes, acionistas, fornecedores e outros stakeholders usando essas métricas e divulgações confiáveis.

Crie um plano prático de ação. Criar valor e impacto com base em princípios ESG significa vê-los como algo mais do que uma obrigação. É desenvolver um plano tangível e prático de ação. Isso exige que as pessoas e a tecnologia trabalhem juntas para que as empresas possam enxergar melhor, aprofundar-se e agir mais rapidamente para fazer mudanças impulsionadas por ESG em suas operações, cadeia de valor e organização. Empresas farmacêuticas e de biociências podem avaliar como operar todo o negócio com mais eficiência – desde o uso de eletricidade até viagens – e dar os primeiros passos em novas áreas, para avançar em relação a suas metas ESG com mais eficácia em cada um dos três pilares.

Contatos

Bruno Porto

Bruno Porto

Sócio e Líder do setor de Saúde, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 97097 1862

Mauricio Colombari

Mauricio Colombari

Sócio, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 2000

Siga-nos