As 10 Startups do PwC Agtech Innovation que mais fizeram conexões em 2024

Tecnologias em destaque incluem sustentabilidade, tokenização, monitoramento de solo, integração de dados, inteligência artificial e transformação digital

Piracicaba, 07 de julho de 2025 – O agronegócio enfrenta um momento de grandes desafios com eventos climáticos extremos. Exemplo disso foram as chuvas intensas no Sul e as secas severas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil em 2024. A volatilidade dos preços das commodities e a pressão econômica global também impactaram fortemente o setor no ano passado. Diante da exigência, a cada dia maior, de novas estratégias para manter a sustentabilidade dos negócios, O PwC Agtech Innovation destacou as dez startups que mais fizeram conexões em 2024, são empresas que reúnem, justamente, os pilares da reinvenção dos negócios: inovação e colaboração na cadeia no agronegócio. 

O PwC Agtech Innovation tem como um de seus principais pilares promover conexões, unindo atores do setor para fomentar discussões e impulsionar o desenvolvimento de iniciativas que atendam às demandas do mercado. Empreendedores dispostos a formar parcerias, co-desenvolver soluções e participar de projetos multistakeholders se destacam na busca das organizações por inovações.

De acordo com a 28ª edição da pesquisa CEO Survey, lançada recentemente pela PwC, 44% dos CEOs do agronegócio acreditam que as suas empresas não serão viáveis economicamente sem reinvenção e 78% deles planejam investir na integração da inteligência artificial (IA) com plataformas tecnológicas. 

“Esta reinvenção dos negócios está diretamente relacionada às parcerias e conexões. É por isso que 44% dos CEOs do Agronegócio no Brasil dizem ter realizado alguma parceria estratégica nos últimos anos. O resultado está acima da média Brasil e o trabalho destas startups refletem esta tendência do setor”, afirma Maurício Moraes, sócio e líder de Agribusiness da PwC Brasil e CEO do Agtech Innovation.   

Digitalização

Neste contexto, a startup Argentina, Agrotoken, especializada em tecnologias de tokenização, transforma commodities agrícolas em ativos financeiros. No último ano, a empresa ampliou sua atuação ao oferecer infraestrutura de blockchain como serviço, facilitando a conexão mais eficaz entre produtores rurais e fornecedores. A inovação simplifica as transações, melhora a liquidez no mercado e oferece mais segurança e transparência. 

O uso de big data na suinocultura foi a aposta da 300 Inteligência do Agronegócio, que passou por uma transformação e redirecionou seu foco. Agora, a startup se chama “Artemis” e desenvoleu o “Artemis Pig Smart Data”, plataforma que integra dados zootécnicos e financeiros das granjas, convertendo informações em decisões estratégicas para os produtores. A mudança ocorreu após a conexão estabelecida no programa de inovação para produtores rurais do PwC Agtech Innovation, o For Farmers.  

Sustentabilidade ambiental

O agronegócio é um setor que está diretamente relacionado à questões ambientais, de acordo com a PwC, questões relacionadas às mudanças climáticas são a principal preocupação de 56% dos CEOs do setor, além disso 47% dos executivos relatam aumento de receita com investimentos climáticos. “As empresas do setor de agronegócio com maiores chances de sucesso serão aquelas que agirem rapidamente para compreender de que maneira as forças de transformação, como avanços tecnológicos, mudanças climáticas e a crescente demanda por sustentabilidade, afetarão suas operações”, destaca Dirceu Júnior, sócio da PwC Brasil e Chefe de Operações do Agtech Innovation. 

Neste contexto, a Aurica reuniu tecnologia e conexões ao centralizar dados relacionados a ESG para conectar pequenos e médios produtores rurais a especialistas e fornecedores de tecnologias sustentáveis. Assim, a startup cobre todas as etapas da gestão de riscos socioambientais, facilitando o monitoramento de indicadores ambientais, sociais e de governança, além de aprimorar a gestão e a tomada de decisões estratégicas.

O equilíbrio entre inovação e sustentabilidade é o objetivo da plataforma GoSolos que transforma análises genéticas complexas em recomendações simples para os produtores rurais, por meio da tecnologia de análise do microbioma do solo utilizando DNA. Focada na identificação e avaliação de microrganismos benéficos e monitoramento de alterações no solo, a startup fornece ferramentas que otimizam a produtividade e reduzem os custos, promovendo a sustentabilidade a longo prazo, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis. 

A qualidade ambiental de fazendas também é o objetivo da tecnologia da LandPrint. A startup cria soluções econômicas e financeiras para promover a agricultura regenerativa. Com sua a plataforma analisa práticas regenerativas e transforma dados ambientais em ativos financeiros. Idealizada durante a participação da Adapta no Programa Soja Sustentável do Cerrado (PSSC), esta é uma iniciativa multistakeholder promovida pelo PwC Agtech Innovation em parceria com o Land Innovation Fund, com apoio estratégico da Embrapii, CPDQ, Embrapa e Cargill. 

Inteligência Artificial

Apenas dois anos após a IA generativa ter surgido no radar dos executivos, as empresas já estão adotando a tecnologia em grande escala. No agronegócio brasileiro, 52% relatam que a IA generativa resultou em ganhos de eficiência no uso do tempo dos funcionários, no mesmo nível que a média geral do país.

A Loomi é uma software house que utiliza inteligência artificial para oferecer soluções de transformação digital, como chatbots, previsão de demanda e plataformas omnichannel. Essas soluções melhoram a experiência do cliente ao integrar todos os canais de comunicação em uma única plataforma robusta e intuitiva. Fundada em 2020 por ex-alunos da Universidade Federal de Pernambuco, ganhou destaque ao combinar inteligência artificial e desenvolvimento de aplicativos.

A Precisio também oferece uma plataforma de inteligência artificial baseada em visão computacional para detectar eventos críticos em tempo real, utilizando câmeras convencionais já instaladas nos clientes. No agronegócio, a Precisio Analytics, uma empresa do grupo Precisio SA, disponibiliza produtos de IA que atendem demandas como por exemplo alertas imediatos para os responsáveis pela tomada de decisão. Além disso, a tecnologia contribui para a proteção de vidas, redução de perdas e promove o aumento da eficiência operacional.

A união das tecnologias de Big Data e IA para o agronegócio está na plataforma da Scicrop. Esta startup oferece uma análise avançada que integra dados de diversas fontes, permitindo a otimização de operações da tomada de decisões. 

A agtech alemã Stenon entrou no mercado brasileiro em 2024 com uma tecnologia que fornece dados instantâneos do solo, permitindo que os agricultores analisem as condições sem esperar por resultados laboratoriais. Isso possibilita uma resposta imediata e melhora a qualidade e produtividade das culturas. Segundo a startup, essa tecnologia possibilita que agrônomos otimizem a aplicação de fertilizantes e maximizem os rendimentos das colheitas, economizando até 20% dos custos.

Fundada em 2013, a Tegra surgiu com o crescimento da demanda por metodologias ágeis para a entrega de produtos digitais. Desde então, a empresa se destaca por oferecer soluções tecnológicas para diversos setores, incluindo o agronegócio. A startup oferece alocação de profissionais especializados em diversas tecnologias e na formação de squads ágeis e equipes multidisciplinares capazes de criar qualquer tipo de aplicativo ou integrar diferentes sistemas.

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