São Paulo, 12 de janeiro de 2026 — A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as empresas listadas na B3 terão que publicar relatórios de sustentabilidade seguindo normas internacionais, conforme o padrão definido pelo Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS). A medida, estabelecida pela Resolução CVM nº 193 de outubro de 2023, marca uma nova era de transparência e responsabilidade corporativa no mercado brasileiro.
O prazo final para a primeira publicação é maio de 2027, junto ao formulário de referência, referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2026.
As empresas tiveram até o fim de 2025 para informar se pretendiam antecipar a divulgação para o exercício de 2025 (com divulgação até setembro de 2026), o que traz vantagens como:
Apesar dos benefícios, apenas 8 das 358 empresas listadas na B3 decidiram antecipar o prazo, sendo que duas delas já publicaram relatórios referentes ao exercício de 2024.
Para a maioria das empresas, o novo padrão representa um grande desafio. Poucas conseguiram antecipar a publicação, o que evidencia a complexidade do processo. Investidores terão que esperar até o prazo limite para acessar informações ESG consideradas materiais pelo CBPS. A expectativa é de alta demanda por especialistas e recursos para elaboração dos relatórios, especialmente diante das exigências de outros reguladores, como o Conselho Monetário Nacional (CMN, Resolução 5185) e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC, Resolução 1710). Além disso, as demonstrações financeiras devem trazer mais detalhes sobre ESG, refletindo as conexões contábeis do novo relatório.
“A adoção do padrão internacional de sustentabilidade é um avanço importante para o mercado de capitais brasileiro, ela promove mais transparência, comparabilidade e acesso a fontes de financiamento internacionais”, comenta Mauricio Colombari, sócio e líder de Sustentabilidade na PwC Brasil. “No
entanto, exige das empresas uma resposta coordenada entre áreas de sustentabilidade, contábeis, de controles e tecnológicas, além de revisão profunda da governança corporativa”, completa.
Colombari destaca que estas mudanças também podem contribuir com a forma como são calculados os vetores de valor da sustentabilidade. “As empresas estão sempre em busca de novas formas de acelerar o crescimento e cortar custos. A diferença é que, hoje, quem ignora os vetores de valor da sustentabilidade corre o risco de ficar para trás enquanto concorrentes capturam oportunidades, antecipam riscos e conquistam vantagem competitiva real”, conclui.
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