Inovação e cibersegurança estão mais presentes na agenda de CEOs de serviços financeiros que em outros setores

Dados estão no recorte setorial da 29ª Global CEO Survey, pesquisa que ouviu mais de 4.400 líderes em 95 países, incluindo o Brasil

  • 58% dos CEOs do setor no país afirmam que a inovação é um componente crítico da estratégia de negócios
  • 45%, indicam alta exposição dos seus negócios a riscos cibernéticos
  • 42% dizem que suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos
  • Os EUA são o principal destino de investimentos para 35% dos CEOs brasileiros do setor
  • 34% das organizações registram aumento de receita graças à adoção da IA 

São Paulo, 29 de janeiro de 2026 – Empresas de serviços financeiros são pioneiras nos processos de inovação de negócios no Brasil. Hoje, 58% dos CEOs destas companhias admitem que incorporaram a inovação como um componente essencial da estratégia de negócios, um percentual superior à média global para o setor (47%) e também à média geral brasileira (56%) e global (50%). Os dados estão no recorte setorial da 29ª Global CEO Survey da PwC, estudo que ouviu mais de 4.400 líderes empresariais em 95 países, incluindo o Brasil.

Quando o tema é inovação, as companhias de serviços financeiros se destacam, principalmente, em termos de colaboração e experimentação: 39% colaboram com parceiros externos para acelerar a inovação e 35% testam rapidamente novas ideias com clientes, percentuais superiores aos observados em todos os recortes analisados. 

Neste contexto, o cuidado com os riscos cibernéticos também está acima da média na comparação com demais setores. Para 45% dos líderes brasileiros, os seus negócios estão altamente expostos a ameaças tecnológicas, um patamar que também chama a atenção por estar acima da média para o setor financeiro globalmente (31%) e da média de todos os setores no Brasil (25%). Isso indica que, apesar da ambição, a inovação ainda encontra limites na gestão de riscos e na institucionalização de capacidades de longo prazo.

“Observamos que a preocupação com os riscos tecnológicos está acima de outros riscos, como o de fatores macroeconômicos, por exemplo. Isso demonstra a importância de ações preventivas e preditivas e de monitoramento constante entre as companhias desta indústria”, alerta o sócio e líder para o setor de serviços financeiros da PwC Brasil, Lindomar Schmoller. 

Inteligência Artificial

Neste contexto, a adoção da Inteligência Artificial (IA) pode ser uma aliada tanto na prevenção de riscos como em outras frentes para o setor. No Brasil, 34% dos CEOs de serviços financeiros já associam algum aumento de receita atribuído ao uso de IA e nenhum relata queda. Em relação aos custos, 28% apontam redução associada a ganhos de eficiência, enquanto metade (50%) mantém os custos estáveis. Valores significativamente maiores quando comparados com os 12% no mundo que registraram economia de custos e aumento de receita com IA no último ano.

Quando o assunto é o impacto da IA sobre os empregos, o contexto é outro: 48% dos CEOs de instituições financeiras no Brasil dizem que suas empresas precisarão de menos profissionais em início de carreira nos próximos três anos, em comparação com 60% na média geral de todas as indústrias no país. Por outro lado, 39% acreditam que terão necessidade de contratar mais, um índice superior à média geral do país (28%). Para cargos de nível médio e sênior, os CEOs esperam um impacto menor na redução de pessoal.

Reinvenção e expansão

A 29ª CEO Survey também revela que os CEOs buscam oportunidades em novos setores e ampliam o foco na reinvenção dos seus negócios. No Brasil, 42% dos executivos do mercado financeiro afirmam que suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos (48% na média setorial global), acompanhando a reconfiguração da economia global. 

“Já observamos esta movimentação do mercado há alguns anos e acreditamos que além da expansão setorial, vamos observar também a expansão territorial do setor em 2026. Daí a importância de observarmos o interesse dos líderes brasileiros em investimentos no exterior”, observa Lindomar Schmoller. O sócio destaca que 34% dos CEOs do setor demonstraram interesse em investir nos EUA em 2026, país que concentrará o maior volume de investimentos do capital nacional do setor neste ano. 

No entanto, o estudo revela, também, uma concentração das atenções destes líderes em necessidades imediatas: os CEOs do setor no Brasil dedicam 55% do seu tempo a temas com horizonte inferior a um ano, percentual levemente superior à média global do setor (52%). Apenas 11% do tempo é destinado a questões de longo prazo (cinco anos ou mais), abaixo da média global do setor (13%).

Confiança na economia 

O otimismo dos líderes do setor no Brasil quanto à economia global recuou em comparação ao ano anterior. Para os próximos 12 meses, 55% projetam aceleração da economia global, abaixo dos 65% registrados na edição passada.

Já quando o foco é o crescimento do próprio país, a confiança é maior e estável. 68% dos CEOs esperam aceleração da economia local em 2026, patamar acima da média dos CEOs brasileiros de todos os setores (60%).

Entretanto, houve um ajuste nas expectativas de curto prazo para as próprias empresas. A perspectiva de crescimento de receita nos próximos 12 meses diminuiu de 62% (no ano anterior) para 48%, embora esse número permaneça acima da média brasileira de todos os setores (38%) e alinhado à média global do setor financeiro (42%).

“A confiança dos stakeholders é um ativo estratégico e mensurável, com impacto direto no valor. Antecipar vulnerabilidades e tratar o tema de forma estruturada no conselho, abrangendo a confiança em três dimensões – operacional, na prestação de contas e digital – permite reduzir riscos e fortalecer a resiliência do negócio. Programas robustos de IA responsável, por exemplo, contribuem para mitigar incidentes e acelerar a recuperação quando falhas ocorrem”, ressalta Schmoller.

Sobre a PwC

Na PwC, ajudamos nossos clientes a construir confiança e a se reinventarem para que possam transformar a complexidade em vantagem competitiva. Somos um network de firmas voltadas para tecnologia e impulsionadas por pessoas atuando no Brasil há mais de 110 anos, com mais de 360 mil profissionais em 136 países. Atuamos nas áreas de auditoria e asseguração, consultoria tributária e societária, consultoria de negócios e assessoria em transações, ajudando os clientes a construir, acelerar e sustentar o impulso para avançar. Saiba mais em www.pwc.com.br.

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