São Paulo, 25 de maio de 2026 — A implementação dos relatórios de sustentabilidade conforme os padrões ISSB/CBPS, obrigatória para todas as empresas de capital aberto a partir do ano-base de 2026, mobiliza companhias brasileiras em múltiplas frentes. Levantamento realizado pela PwC Brasil demonstra que o principal desafio que as organizações encontram é a integração de áreas internas envolvidas nas normas. A dificuldade foi citada por 19,2% dos participantes do estudo.
Outros obstáculos relevantes incluem: projeção de fluxo de caixa referente a riscos e oportunidades em sustentabilidade em diferentes horizontes temporais (14,7%); elaboração do novo relatório seguindo o padrão ISSB (14,3%); conexão entre as demonstrações financeiras e as informações de sustentabilidade (13,6%), e estabelecimento de uma governança adequada para a gestão da temática (12,2%).
Quando questionadas sobre as informações mais difíceis de obter para a conclusão do primeiro relatório ISSB/CBPS, as empresas destacam o levantamento de emissões ligadas à cadeia de valor (escopo 3) como o principal desafio, para 20% dos respondentes. Também são mencionadas dificuldades em identificar, quantificar e relatar estimativas e julgamentos (14,9%), justificar como a mudança climática é relevante para a organização (10,2%) e explicar como as metas estão alinhadas ao Acordo de Paris (10,2%), além de definir materialidade considerando os interesses dos investidores (9,8%).
A pesquisa mostra, ainda, que muitas empresas pretendem adotar exceções e alternativas na elaboração do primeiro relatório ISSB/CBPS. Entre as principais medidas estão não elaborar o relatório antes do período obrigatório (2026 como ano-base), não divulgar o relatório na mesma data das demonstrações financeiras, e não apresentar informações comparativas, todas citadas por 15,7% dos respondentes. Além disso, há intenção de não fornecer informações referentes ao escopo 3 (13,4%).
“A integração entre diferentes áreas da organização é central para a implementação do ISSB. Além disso, as companhias ainda enfrentam desafios relevantes, especialmente na obtenção de dados confiáveis ao longo da cadeia de valor, como as emissões de escopo 3. A necessidade de estruturar informações consistentes, tomar decisões conjuntas e definir o momento adequado para divulgação reforça que a agenda do ISSB / CPBS exige uma abordagem integrada, envolvendo as lideranças, governança, processos e tecnologia”, explica Melissa Schleich (BR), diretora da PwC Brasil.
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