PwC revela o que as empresas líderes no uso da IA fazem para se diferenciar no mercado e converter a tecnologia em resultados financeiros

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  • Junho 01, 2026

Estudo mostra que as organizações com maior aptidão para a IA geram ganhos de receita e eficiência 7,2 vezes maiores que outras empresas, o que evidencia a urgência de superar a fase de projetos-pilotos e focar na reinvenção de negócios

São Paulo, 01 de junho de 2026 - Um grupo seleto de organizações já ultrapassou a fase de reduzir custos e está convertendo o uso da inteligência artificial em resultados financeiros reais. Segundo o estudo “IA na estratégia: crescer ou ficar para trás”, da PwC, essas organizações alcançam ganhos de receita e eficiência até 7,2 vezes superiores às outras empresas ao integrar a IA de forma estratégica e em escala. As oportunidades surgem, especialmente, pela reinvenção dos negócios e convergência setorial - reconfigurar cadeias de valor e colaborar com organizações de outros setores que são os fatores de maior desempenho financeiro.

Essas empresas – classificadas como “líderes em IA” - representam 20% das 1.217 organizações pesquisadas que concentram mais de 70% do valor gerado pela tecnologia no mundo. O estudo inédito, realizado pela PwC com executivos de 25 setores, ouviu representantes da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul, incluindo o Brasil.

De acordo com os resultados, quando as empresas fortalecem suas bases para a IA – estratégia, investimento, dados e tecnologia, força de trabalho, governança e inovação – os ganhos de desempenho escalam junto com o uso da IA. Nas companhias líderes em uso da IA, as soluções são um motor de reinvenção. Neste contexto, o Brasil ainda tem um dos menores índices de investimento em IA orientado ao longo prazo: apenas 30% das empresas brasileiras investem em projetos de IA com foco em resultados futuros – menos da metade da proporção das líderes globais (65%). Apenas 9% das empresas brasileiras redesenham fluxos de trabalho para incorporar a IA, enquanto a média entre as líderes em IA é de 56%.

Os dados do estudo estão alinhados com a 29ª CEO Survey, divulgada em janeiro pela PwC Brasil, que mostrou que 56% dos líderes brasileiros afirmam não terem registrado nenhum benefício financeiro no último ano com a adoção da IA. "O diferencial não é usar mais tecnologia, mas ter aptidão para o uso da IA: a capacidade de direcionar a IA para objetivos estratégicos claros, construir bases adequadas e integrá-la de forma consistente em toda a organização”, explica Marco Castro, CEO da PwC Brasil.

O executivo explica que este novo estudo é voltado aos executivos que querem parar de contar projetos-piloto e começar a gerar ganhos de receita, produtividade e redução de custos. “Apresentamos o que as empresas com resultados acima da média fazem para desenvolver essa aptidão com o uso da IA e reinventar seus negócios. Essas práticas estão ao alcance de qualquer negócio e indústria”, completa Marco Castro.

Além disso, as empresas com melhor desempenho financeiro alavancado pela IA têm mais probabilidade do que as demais de constatar que seu portfólio de IA aumentou a velocidade de lançamento de novos produtos e serviços, transformou seus modelos de negócio e operação, melhorou a qualidade das decisões e aprimorou a experiência e a confiança dos clientes – um conjunto de métricas que muitos executivos já buscam melhorar.

Enquanto isso, a maioria das companhias brasileiras adiciona soluções de IA por cima de processos existentes, sem repensá-los. De acordo com a pesquisa, apenas 28% delas contam com infraestrutura dedicada à experimentação com IA, enquanto o percentual é de 54% entre as líderes no uso em IA. 

Aptidão para IA 

O estudo cria um índice de aptidão para IA (capacidade de transformar a tecnologia em valor real, conectando estratégia, dados, tecnologia, pessoas e governança para gerar resultados em escala) no qual são agrupadas as práticas das empresas em nove categorias. São avaliadas desde o uso, infraestrutura até as capacidades que tornam a tecnologia confiável. Em média, estas empresas registraram pontuação de 6,8 no índice, que vai de 0 a 10. 

Na análise por território, o Brasil, ficou com 5,0 pontos no índice de aptidão por IA da pesquisa. O estudo indica que o país tem infraestrutura relativamente mais desenvolvida que a capacidade de aplicar a tecnologia de forma estratégica. Ainda assim, possui um grande potencial de aplicar melhor estes projetos para o crescimento dos negócios no mercado interno.

Pessoas e governança

O valor da IA se concretiza quando as pessoas a utilizam com segurança e responsabilidade. Por isso, a confiança dos profissionais vai muito além de um item de gestão de mudanças. Baixa confiança gera baixo uso – e baixo impacto. As empresas líderes criam as condições para a adoção. Profissionais em organizações líderes em IA têm 2,1 vezes mais probabilidade de confiar nos insights gerados pela IA e agir com base neles no dia a dia.

As empresas líderes também encaram a governança mais a sério e garantem que ela acelere a entrega em vez de travá-la. No Brasil, as práticas de governança ficam abaixo das líderes em todos os indicadores – mas o gap é menor que em outras dimensões. Em segurança de dados e infraestrutura, por exemplo, é indicada por 69% das empresas líderes, enquanto no Brasil este percentual chega a 53%.

“Tudo isso nos mostra que quando a IA é confiável, bem direcionada e sustentada por bases sólidas, ela deixa de gerar melhorias pontuais e passa a construir uma vantagem competitiva que se acumula com o tempo. As empresas brasileiras que agirem agora ainda têm espaço para recuperar terreno. As que esperarem verão a distância crescer”, conclui Marco Castro. 

Avanço setorial

O estudo ainda indica que alguns setores estão mais avançados que outros na integração da IA à empresa. É o caso das empresas de mídia e entretenimento, que figuram entre as líderes na incorporação da IA aos processos ao longo da cadeia de valor: 54% já incorporaram na definição de diretrizes (como estratégia e planejamento), 55% na geração de demanda (como marketing e vendas), 35% nos serviços de suporte (como finanças e RH) e 41% no atendimento à demanda (como produção e planejamento da cadeia de suprimentos).

Outros setores lideram em etapas específicas da cadeia de valor. Na definição de diretrizes, destacam-se os segmentos farmacêutico, de biociências e automotivo. Na geração de demanda, os serviços de tecnologia, turismo e lazer. Nos serviços de suporte, o segmento de private equity. No atendimento à demanda, a área de seguros. 

Sobre a PwC

Na PwC, ajudamos nossos clientes a construir confiança e a se reinventarem para que possam transformar a complexidade em vantagem competitiva. Somos um network de firmas voltadas para tecnologia e impulsionadas por pessoas atuando no Brasil há mais de 110 anos, com mais de 360 mil profissionais em 136 países. Atuamos nas áreas de auditoria e asseguração, consultoria tributária e societária, consultoria de negócios e assessoria em transações, ajudando os clientes a construir, acelerar e sustentar o impulso para avançar. Saiba mais em www.pwc.com.br.

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