CEOs bem-sucedidos devem ser capazes de identificar riscos imediatos ao mesmo tempo que mantêm uma visão estratégica voltada a oportunidades de longo prazo. Essa tensão aparece de forma consistente na 29ª CEO Survey, que reúne respostas de mais de 4.400 líderes de 95 países, incluindo o Brasil.
No curto prazo, o cenário é de maior cautela. Os CEOs do setor de Serviços Financeiros demonstram menor confiança no crescimento imediato de suas empresas e dão maior atenção aos riscos, principalmente os cibernéticos. Ao mesmo tempo, seguem focados para reinventar suas organizações e impulsionar o crescimento sustentável.
Os investimentos em inteligência artificial continuam avançando, com cerca de um terço dos líderes relatando aumento de receita graças à adoção da tecnologia. Além disso, 42% dos executivos brasileiros do setor (48% na média setorial global) disseram que suas empresas já competem em novas indústrias, acompanhando a reconfiguração da economia global – movimento analisado no estudo Value in Motion, em que mapeamos a migração de receitas entre setores na próxima década.
Liderar nesse contexto exige capacidade de alternar rapidamente entre agendas e horizontes de tempo. No segmento de serviços financeiros no país, os CEOs dedicam 55% do tempo (52% na média global) a temas com horizonte inferior a um ano, diante de apenas 11% destinados a questões de longo prazo.
Resta avaliar se essa alocação de tempo é a mais adequada para sustentar o desempenho e a competitividade no curto e no longo prazo.
34%
55%
45%
42%