CEOs bem-sucedidos devem ser capazes de identificar riscos imediatos, ao mesmo tempo que mantêm uma visão estratégica voltada a oportunidades de longo prazo. Essa tensão entre diferentes horizontes de tempo é um tema central da 29ª CEO Survey, que reúne respostas de mais de 4.400 líderes de 95 países, incluindo o Brasil.
De perto, os CEOs do agronegócio veem um cenário repleto de desafios: estão menos confiantes no crescimento imediato de suas empresas e dão maior atenção aos riscos, especialmente à inflação. Ao mesmo tempo, seguem focados em oportunidades estruturais de longo prazo.
Os investimentos em IA continuam avançando, com cerca de um terço dos líderes relatando aumento de receita graças à adoção da tecnologia. E muitos estão entrando em novos mercados e indústrias – movimento analisado no estudo Value in Motion, em que mapeamos a migração de receitas entre setores na próxima década. Metade dos CEOs do setor afirma que suas empresas já competem em novas indústrias, acompanhando a reconfiguração da economia global.
Liderar nesse contexto exige capacidade de alternar rapidamente entre agendas e horizontes de tempo. No agronegócio brasileiro, os CEOs dedicam 54% do tempo a temas com horizonte inferior a um ano – sete pontos percentuais acima da média global (47%) –, contra apenas 15% destinados a questões de longo prazo, o que se alinha ao padrão observado no país.
Resta avaliar se essa alocação de tempo é a mais adequada para sustentar o desempenho e a competitividade no curto e no longo prazo.
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