Insights do mercado de deals

Panorama em meados de 2020: novos padrões de M&A começam a surgir


Com a economia dos EUA em recessão causada pela pandemia de Covid-19, o número de transações de M&A no segundo trimestre caiu 29% em relação ao mesmo período do ano anterior, e os valores recuaram 79%. Na comparação anual, é o maior declínio na atividade de transações desde a recessão das pontocom, em 2001. Há indícios, porém, de que o mercado está começando a se estabilizar. Os volumes de negócios em maio e junho foram maiores do que em abril, e alguns grandes acordos foram anunciados em meados de julho. À medida que a situação se normaliza, certos padrões começam a surgir.

Principais ações a serem avaliadas


Ao perseguirem transações, os negociadores precisarão:

  • Equilibrar desinvestimentos bem pensados com aquisições criativas
  • Desenvolver um plano cuidadoso de geração de valor
  • Agir cedo para impulsionar a transformação
  • Avaliar parcerias ou joint ventures para transações envolvendo novas tecnologias
  • Investir em cadeias de suprimentos mais resilientes
  • Repensar a integração vertical
  • Reavaliar as necessidades da força de trabalho de acordo com a evolução dos locais de trabalho
  • Avaliar necessidades imobiliárias futuras geradas pelo aumento do trabalho remoto.

Novas tendências

O tamanho das transações diminuiu consideravelmente, com apenas três mega-acordos no segundo trimestre, em comparação com 18 no mesmo período de 2019, incluindo três das maiores transações de todos os tempos, cada uma avaliada em mais de US$ 60 bilhões. No segundo trimestre de 2020, o maior negócio alcançou US$ 10,1 bilhões. Embora ocorram alguns mega-acordos com o avanço da recuperação, não esperamos tão cedo um retorno para os recordes históricos registrados em 2019.

Em recessões anteriores, a retomada das transações normalmente começava com um período de consolidação, no qual empresas com recursos suficientes para enfrentar a recessão adquiriam concorrentes para melhorar sua eficiência de escala. Em geral, esse período era seguido por outro de transações transformacionais, no qual as empresas tentavam adaptar seus modelos de negócios às realidades do novo ambiente. Na crise atual, no entanto, estamos vendo as duas tendências ao mesmo tempo. Como prova disso, as transações intersetoriais – que estão mais associadas à transformação estratégica do que negócios feitos no mesmo setor – aumentaram continuamente como porcentagem do volume total de transações durante o segundo trimestre.

Como era de se esperar, investidores com capital disponível estão se movimentando em um mercado incerto. Embora o volume de transações de private equity tenha caído 16% no segundo trimestre, esse percentual está bem abaixo do declínio médio geral do mercado. No restante de 2020, esperamos que o segmento de private equity se torne ainda mais ativo. Com a renovação dos processos de transação e os investidores colocando US$ 2,6 trilhões em ação, o volume de negócios de private equity provavelmente retornará à média de longo prazo em torno de 20% a 25% do volume total de transações nos EUA.

O mesmo padrão está surgindo entre os investidores corporativos bem capitalizados, especialmente no setor de tecnologia. O investimento do Facebook na Reliance Jio Platforms, da Índia, foi uma das poucas megatransações concluídas no segundo trimestre. Embora 2020 tenha começado com um número significativamente menor de megatransações, os investidores com capital suficiente continuaram a fazer grandes apostas. Em julho, os maiores negócios incluíram a aquisição da Dominion Energy pela Berkshire Hathaway por quase US$ 10 bilhões e os planos da fabricante de semicondutores Analog Devices de comprar a rival Maxim Integrated Products por mais de US$ 20 bilhões.

Os investimentos em ativos com problemas não aumentaram tanto quanto se esperava em decorrência do rápido declínio da economia. Isso se deve em parte à possibilidade que muitas empresas tiveram de adiar dívidas e aluguéis e aos níveis sem precedentes de estímulo governamental para apoiar empresas e famílias durante a crise. Grande parte do impacto das extensões de financiamento será sentido nos próximos dois trimestres, quando esses pagamentos diferidos vencerem. Embora um estímulo adicional esteja sendo discutido, é improvável que ele alcance os níveis vistos logo após a crise. Portanto, esperamos que falências e investimentos em ativos com problemas aumentem durante o ano.

Em geral, as deal valuations diminuíram apenas ligeiramente durante a crise, impulsionadas por avaliações e mercados de ações persistentes. As expectativas de valor dos vendedores permaneceram estáveis, com o mercado de long selling ainda vivo na memória coletiva. Esperamos que os negócios oportunistas ganhem velocidade primeiro, com atenção redobrada para alavancas de valor e estruturas das transações – como participações minoritárias e earnouts – para preencher lacunas de expectativa e resultados ajustados ao risco. Em algum ponto, as valuations provavelmente diminuirão, como vimos em crises anteriores. No entanto, ainda não estamos observando um mercado comprador, muito menos vendedor.

Cinco fatores-chave podem dar nova forma a empresas e ao mercado de transações nos próximos meses

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Os segmentos de indústria mudarão muito. Repense o futuro da sua empresa.

O rumo de muitos setores está mudando rapidamente, o que leva a novos possíveis modelos de negócios e empresas líderes. Investidores e organizações que adaptarem suas estratégias de aquisição e desinvestimento primeiro poderão assegurar o crescimento nos próximos anos.

gráfico A tecnologia supera outros setores em termos de aquisições

Compreender a dinâmica de uma indústria em detalhes nunca foi tão importante para fechar uma transação. Em recessões anteriores, uma ou duas indústrias normalmente eram afetadas de forma mais adversa do que a maioria. Nesta crise, porém, os impactos foram mais dispersos e generalizados, o que se refletiu na atividade de negócios desde o início da crise.

Por exemplo, o setor de tecnologia se mostrou mais resistente que o de turismo e lazer, no qual os rumos são muito menos certos. Essa dispersão também é sentida dentro de cada indústria, em que alguns subsetores dos mercados de consumo prosperaram apesar da redução nos gastos dos consumidores e no emprego, enquanto outros encolheram. Esperamos que os volumes desiguais de transações nas indústrias continue ao longo de 2021. 

De agora em diante, as transações exigirão que empresas e investidores repensem o futuro de determinados setores. Em nossa opinião, cinco fatores-chave podem dar nova forma aos negócios e ao mercado de transações nos próximos meses. Criar valor em cada transação também será cada vez mais importante nesse ambiente complexo. Isso significa que os negociadores precisarão avaliar cuidadosamente como as transações afetam o posicionamento estratégico, a excelência operacional e a eficiência de capital de uma empresa. 

gráfico A tecnologia supera outros setores em termos de aquisições

Equilibre desinvestimentos bem pensados com aquisições criativas. Considerando a forma como essa crise de saúde mudou nossa maneira de viver e trabalhar, pergunte como certas indústrias podem evoluir. Verifique se os modelos de negócios e as perspectivas do setor estão sendo alterados em resposta ao ambiente atual. As empresas vencedoras se reposicionarão estrategicamente para a nova realidade de seu setor. A expectativa é que os desinvestimentos aumentem à medida que as empresas alinharem suas participações com a agenda estratégica acelerada e buscarem levantar capital. No entanto, os compradores mais criativos avaliarão não só o que está à venda, mas o que deveria estar em seu portfólio, instigando desmembramentos para capturar os ativos e seu valor merecido.

Um plano cuidadoso de geração de valor nunca foi tão essencial. Dada a dinâmica de mercado em rápida evolução, os compradores precisam ficar mais atentos à criação de valor em cada transação, especialmente quando elas atingirem o estágio de integração. Como mostra nossa Pesquisa de Integração de Fusões e Aquisições 2020, depois de vários anos de tendências melhores de captura de valor, os compradores recentemente acharam mais difícil alcançar o sucesso estratégico ou financeiro em suas transações. Além disso, houve uma transformação em muitos aspectos do ambiente operacional, desde talentos até a cadeia de suprimentos. Embora as oportunidades para os compradores sejam muitas, a execução dos detalhes de um plano de integração tem uma importância extraordinária nesse ambiente.

gráfico A tecnologia supera outros setores em termos de aquisições

De olho no setor de tecnologia. Inovação acelerada em tempos de crise.

A inovação continuou a avançar mesmo diante da recente incerteza. Como a exigência de distanciamento social e outras restrições relacionadas à Covid-19 aumentam a demanda por tecnologia e infraestrutura digital, as empresas de tecnologia se mantiveram como principais alvos de aquisição – representando 27% das transações durante o segundo trimestre. Isso é mais do que os 24% do mesmo período do ano passado. Investidores de private equity e empresas de tecnologia conduziram a maior parte dessas transações.

A tecnologia supera outros setores em termos de aquisições

À medida que avançamos neste novo ciclo de transações, a necessidade de investir em tecnologia continuará a crescer – seja para incorporar novas realidades dos consumidores, seja para melhorar as operações. Inicialmente, isso envolverá tecnologias conhecidas, como computação em nuvem e software como serviço (SaaS), que operam em modelos de negócios baseados em assinatura, relativamente resilientes durante esta recessão. Estamos vendo, curiosamente, os primeiros indícios de uma possível pausa no investimento em inteligência artificial (IA), uma vez que a adoção dessa tecnologia tem se mostrado difícil em vários setores, especialmente com as pressões adicionais da crise.

Além disso, empresas de muitos setores estão adotando tecnologias novas de forma mais prematura do que em ciclos anteriores. O venture capital (VC), um indicador importante de padrões de investimento futuro, começou a focar sua atenção em saúde digital, dispositivos médicos e fintech – áreas classificadas entre os cinco principais alvos de investimento desses investidores de acordo com o relatório MoneyTree, da PwC e da CB Insights, para o 2º trimestre de 2020.

No futuro, as empresas de tecnologia provavelmente estarão entre as que impulsionarão a recuperação das fusões e aquisições, tanto como compradoras quanto como alvos. Com seu acesso descomunal a capital, muitas empresas estão bem posicionadas para fazer transações que prometem reconfigurar setores emergentes, como a aquisição da empresa de veículos autônomos Zoox pela Amazon e a aquisição do serviço de entrega de comida Postmates pelo Uber.

Embora as grandes empresas de tecnologia possam impulsionar transações estratégicas, o tamanho dessas transações provavelmente será menor. Os mega-acordos serão exceção, não regra, já que os reguladores continuam a levantar preocupações sobre a escala das empresas de tecnologia. As Big Tech provavelmente também tendem a buscar transações intersetoriais em detrimento das que consolidem e expandam ainda mais sua participação de mercado já dominante. 

A tecnologia supera outros setores em termos de aquisições

Aja cedo para impulsionar a transformação. As tecnologias novas e emergentes continuarão a acelerar a transformação em todas as áreas, desde compras até bancos. Por exemplo, o investimento de capital de risco em tecnologia financeira aumentou 40% durante o segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o relatório MoneyTree da PwC / CB Insights. Empresas com disposição e capacidade para adotar tecnologias diferentes prematuramente e prever como elas podem desempenhar um papel essencial no futuro de seus negócios estarão bem posicionadas para impulsionar o crescimento nos próximos anos.

Negocie parcerias ou joint ventures. Transações envolvendo tecnologias novas e emergentes podem ser complexas, devido a informações e histórico limitados. Para as empresas que enxergam um futuro diferente para seus negócios, mas estão limitadas por restrições de capital ou talento, é recomendável considerar uma parceria ou joint venture. Essas transações podem ser uma forma de se conectar com soluções emergentes, mantendo-se atualizado sobre as inovações mais recentes.

A tecnologia supera outros setores em termos de aquisições

As transações internacionais ficam mais complexas e as empresas repensam a expansão global.

A crise de saúde atual alterou ainda mais o ambiente de negócios transnacionais, já abalado por questões econômicas e políticas, como a guerra comercial EUA-China, o populismo crescente e o declínio da influência das instituições multilaterais. Curiosamente, os volumes de transações transnacionais permaneceram estáveis ao longo de 2019, antes de cair drasticamente no primeiro trimestre de 2020. No segundo trimestre, esse número diminuiu ainda mais, cerca 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, devido aos impactos da pandemia global para empresas e investidores em todo o mundo.

Compradores estrangeiros de ativos dos EUA se mostraram mais resilientes

A tendência de queda nas transações transnacionais provavelmente continuará pelo restante do ano, uma vez que as empresas estão concentrando sua atenção em fortalecer seus negócios domésticos. Além disso, governos de diferentes regiões, desde a UE até a Austrália, estão discutindo planos para proteger as empresas nacionais de aquisições estrangeiras.

Alguns investimentos transnacionais continuarão, especialmente para as empresas bem capitalizadas que podem aproveitar as oportunidades atuais. Com os Estados Unidos e outros países se tornando mais protecionistas, no entanto, os acordos transnacionais podem assumir novas formas. No longo prazo, as empresas e os investidores tendem a ter um olhar mais regional do que global para expandir seus negócios, já que talvez seja mais fácil fazer transações perto da sede. 

Em relação ao ambiente de negócios global, a crise da saúde expôs as fragilidades das cadeias de abastecimento hipereficientes atuais. A maioria delas depende de estoque mínimo e fornecedores de baixo custo, mas esse modelo mostrou-se inadequado diante de eventos geopolíticos, guerras comerciais e outras disrupções globais. Como resultado, a maioria das empresas está reavaliando suas cadeias de suprimentos no contexto das estratégias internacionais mais amplas.

Pensando no futuro, as empresas provavelmente estarão menos inclinadas a arcar com os riscos de serem as únicas proprietárias de seus fornecedores, distribuidores e de suas cadeias de suprimentos de modo mais amplo. A expectativa é ver menos integração vertical no longo prazo, pois as empresas se concentrarão mais nas funções essenciais de seus negócios e devem terceirizar as outras.

Compradores estrangeiros de ativos dos EUA se mostraram mais resilientes

Invista em cadeias de suprimentos mais resilientes. Fazer negócios no exterior está ficando mais complexo. Para reduzir os riscos ao negociar uma transação, é preciso saber se a cadeia de suprimentos da empresa alvo é eficiente e resiliente. Caso contrário, os planos de captura de valor devem considerar medidas para reduzir as disrupções, incluindo o investimento em novas tecnologias para rastrear melhor áreas problemáticas nas redes ou a migração de alguns locais de produção/nós de montagem para o país-sede ou para mais perto dos principais mercados.

Repense a integração vertical. Embora as empresas integradas verticalmente sejam mais eficientes, elas são menos adaptáveis a disrupções globais. No futuro, os negociadores de transações precisarão reequilibrar os riscos de suas cadeias de suprimentos e avaliar alternativas de crescimento além da expansão vertical.

Compradores estrangeiros de ativos dos EUA se mostraram mais resilientes

Locais de trabalho evoluem rapidamente e os empregadores reagem para reter os talentos-chave.

Os locais de trabalho estão em constante evolução, mas a crise de Covid-19 acelerou as mudanças em muitas empresas, nas quais as exigências de distanciamento social forçaram os empregados a trabalhar fora dos escritórios tradicionais. Eles têm se adaptado a esquemas de horário diferentes, enquanto buscam um equilíbrio ou uma separação entre a vida doméstica e o trabalho.

O que você planeja oferecer aos empregados para ajudá-los a ganhar produtividade enquanto trabalham remotamente?

As normas e demandas do ambiente de trabalho talvez continuem mudando bem depois que a crise acabar. Essas e outras alterações podem ter amplas implicações para os negociadores que estão adquirindo talentos essenciais e outros ativos. Como sugere uma pesquisa da PwC de junho de 2020 com trabalhadores de escritório e empregadores, os escritórios tradicionais não estão obsoletos, mas mudarão significativamente no futuro. A maioria dos funcionários de escritório deseja ter a opção de trabalhar de casa com mais frequência, mesmo depois que a Covid-19 não representar mais uma ameaça. Os trabalhadores também querem que os empregadores os ajudem a estabelecer limites entre o trabalho e a vida pessoal para melhorar sua produtividade.

Esse sentimento aparece nas mais diferentes indústrias: mais da metade dos empregados pesquisados em setores como serviços financeiros (64%), mercados de consumo (66%) e telecomunicações, mídia e tecnologia (60%) relataram o desejo de trabalhar pelo menos três dias por semana em casa. Além disso, embora os executivos e empregados pesquisados estejam de acordo sobre os dois principais requisitos para aumentar a produtividade dos trabalhadores remotos – especificamente, maior flexibilidade e melhores equipamentos – menos da metade dos executivos planeja tomar medidas para ajudar a gerenciar as cargas de trabalho ou definir regras claras sobre quando as pessoas devem estar disponíveis. Ao responder a essas questões, os empregadores podem tornar o trabalho remoto mais eficaz e satisfatório.

O que você planeja oferecer aos empregados para ajudá-los a ganhar produtividade enquanto trabalham remotamente?

Reavalie as necessidades do local de trabalho. Os negociadores que desenvolverem planos para integrar a força de trabalho de uma empresa recém-adquirida precisarão avaliar como os espaços de trabalho foram reconfigurados e o que poderia aumentar a produtividade, a eficiência e a segurança dos empregados. Avalie quais tipos de ferramentas, equipamentos e horários de trabalho serão necessários para o sucesso dos empregados.

Considere as necessidades imobiliárias futuras. Ao avaliar o valor do seu negócio, considere quanto espaço de escritório seu alvo de aquisição precisará ter no futuro. Essas projeções estão se tornando menos claras com o aumento do trabalho remoto desencadeado pela pandemia. Na pesquisa da PwC com empregadores, 30% dos executivos disseram que precisarão de menos espaço de escritório devido ao trabalho remoto, enquanto 50% antecipam um aumento devido a requisitos de distanciamento social de longa duração ou ao crescimento da força de trabalho.

O que você planeja oferecer aos empregados para ajudá-los a ganhar produtividade enquanto trabalham remotamente?

Perspectivas

Os profissionais que negociam transações entraram em um dos ambientes mais incertos de suas carreiras – os manuais sobre crises econômicas e políticas passadas não mais se aplicam. Apesar da recessão, esperamos que as fusões e aquisições se recuperem antes mesmo da retomada da economia dos EUA. Alguns setores já estão vivendo o início de uma recuperação de M&A, embora o ambiente de transações ainda esteja exposto ao risco de ressurgimento da pandemia. Esperamos um impulso maior nos próximos meses, com o aumento provável do número de alienações e outras transações à medida que os efeitos da ajuda governamental para apoiar empresas e famílias durante a pandemia se dissiparem.

Contatos

Leonardo  Dell'Oso

Leonardo Dell'Oso

Sócio e líder de Deals, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 2000

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