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Aumento da ambição climática: análise sobre um piso internacional para o preço do carbono

Relatório da PwC e do Fórum Econômico Mundial mostra como a fixação de um preço internacional para o carbono pode cortar as emissões em 12% e financiar a transição para um futuro de emissões líquidas zero

Quais seriam os efeitos econômicos e ambientais da introdução de um piso internacional para o preço do carbono?

Neste relatório conjunto com o Fórum Econômico Mundial, avaliamos os impactos dos cenários internacionais de precificação de carbono nas economias e indústrias. O objetivo é atualizar o debate e fornecer insights para governos, empresas e sociedade civil em busca de soluções para reduzir as emissões de carbono. Também calculamos as receitas obtidas com a precificação do carbono, que podem ser usadas para ajudar a gerenciar a transição.

Em junho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) propôs um modelo para a criação de um piso internacional para preço do carbono (ICPF, na sigla em inglês), que fixa um preço para as emissões atrelado ao estágio de desenvolvimento de cada economia, como forma de incentivar uma maior participação.

A precificação do carbono é apenas uma ferramenta que ajudará governos e empresas na transição para um futuro de emissões líquidas zero. Esperamos que essa pesquisa forneça informações úteis para os formuladores de políticas públicas que buscam reduzir as emissões globais a tempo de limitar os piores efeitos das mudanças climáticas sobre as pessoas e o nosso planeta.

 

Bob Moritz

"Descobrimos que a criação de um ICPF pode ser feita sem graves danos econômicos para os meios de subsistência e negócios, embora com efeitos um tanto desiguais em todo o mundo. Os custos para a sociedade e as empresas de não agir são muito maiores. Os desafios políticos e técnicos permanecem muito grandes, mas esperamos que a pesquisa incentive os países a considerar a precificação do carbono como forma de ampliar os esforços rumo às emissões líquidas zero a tempo de limitar os piores efeitos das mudanças climáticas sobre as pessoas e o nosso planeta”.

Robert E. Moritz, presidente global do network PwC

Principais conclusões


Para uma explicação detalhada dos modelos econômicos que fundamentam o relatório, consulte o adendo técnico da PwC.

Um piso internacional para o preço do carbono pode reduzir as emissões em até 12,3%

  • Quando combinado aos compromissos firmados pelos países para redução de emissões em suas contribuições nacionalmente determinadas (NDC, na sigla em inglês), um ICPF ajudaria a limitar o aumento das temperaturas a 2 °C acima dos níveis pré-industriais. Junto com uma ambição e ação climática mais fortes, isso ajudaria a dar ao mundo uma chance melhor de atingir a meta de 1,5 °C.
  • A análise detectou pequeno risco de as atividades que geram emissões serem transferidas para locais com baixo preço de carbono se um ICPF for amplamente adotado.

  • Nenhum fator isolado será capaz de resolver a crise climática, mas o relatório mostra que a precificação do carbono pode desempenhar um papel importante

A fixação de um preço internacional para o carbono pode se autofinanciar

  • Se as receitas geradas pelo preço do carbono forem devolvidas às famílias, o PIB diminuirá em menos de 1% em todos os cenários testados.

  • No longo prazo, uma grande parte, senão a totalidade, da perda do PIB seria compensada pela redução das perdas econômicas provocadas pelo aquecimento global: aumento do nível do mar, perdas na produtividade do trabalho e da agricultura e danos à saúde humana. 

  • Para a sociedade e as empresas, os custos de não agir são muito maiores.

As receitas geradas por um ICPF podem ser usadas para apoiar os mais desfavorecidos

  • Um ICPF poderia levantar receitas de até 3% do PIB em alguns países. Essas receitas poderiam ser redistribuídas para as famílias e ajudar a realizar uma transição justa.
  • Apenas uma pequena parte das receitas da precificação do carbono nos países de alta renda seria necessária para compensar o custo no PIB gerado pela adoção do ICPF nos países de baixa renda. Esse financiamento climático internacional é a chave para uma transição justa.

Nota: o trabalho do FMI sobre o clima tem quatro pilares: precificação do carbono, investimento público, padrões de divulgação e transição justa.

Um piso internacional para o preço do carbono traz desafios

  • A precificação do carbono é apenas uma ferramenta que ajudará governos e empresas na transição para um futuro de emissões líquidas zero.
  • Para ter sucesso, o piso de preço exigiria um acordo internacional. Seria difícil obtê-lo, embora haja precedentes para uma ação internacional. No total, 136 países assinaram recentemente o modelo desenvolvido pela OCDE sobre tributação corporativa, que estabelece uma alíquota mínima de imposto sobre receitas estrangeiras. Isso mostra que tal acordo é possível.

“Há um movimento rumo à colaboração e ao compromisso em áreas de tributação diante dos desafios globais. Vimos isso recentemente com o acordo sobre um imposto global mínimo para as multinacionais. A ação coletiva sobre o clima é complexa, mas essencial para limitar o aquecimento global à meta do Acordo de Paris de 1,5 °C.”

Carol Stubbings, Líder global de Serviços Tributários e Jurídicos, PwC Reino Unido
Carol Stubbings

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Mauricio Colombari

Mauricio Colombari

Sócio, PwC Brasil

Tel: +55 (11) 3674 2000

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